terça-feira, 1 de maio de 2012

A Vasta e Inconcebível Compaixão de Kwan Yin







"Ó Grande Bodhisattva Kwan Shi Yin, vasta e inconcebível é a vossa compaixão para com todos os seres. A nossa gratidão não pode compreender plenamente nem expressar a magnitude de tuas generosas bênçãos. Contemplamos com devoção teu corpo de brilhante luz, radiante como a lua crescente de outono, teus adornos místicos, em sua mão direita o vaso da água compassiva e em sua mão esquerda o poderoso ramo de willow gotejante, teus pés de lótus perfumado acima do mar das misérias.


Devido ao teu Voto de Imensa Compaixão, com o doce orvalho que esparges do teu vaso, alivias os sofrimentos dos seres sempre e em toda parte, ouvindo as preces de todos aqueles que clamam por ti.






Ó Kwan Yin, Senhora da Misericórdia,


Presença Amorosa,


Eterna Protetora,


Gentil Compassiva,


Escuta o nosso chamado agora e venha nos conceder teu precioso e eficaz auxílio. Somos seres que navegamos há incontáveis vidas no oceano de sofrimentos de samsara e precisamos da tua orientação para atingirmos com segurança a outra margem da Iluminação.


Mãe de Amor e Compaixão, conceda-nos a tua sabedoria,


Rogamos por tua presença amável, doce e gentil, transbordante de Compaixão, trazendo alívio ao sofrimento de todos os seres.


Rezamos para que Derrames teu Amor e Compaixão, sobre as muitas áreas do planeta onde os seres estão feridos, desabrigados e morrendo, seja por mudanças climáticas, guerras ou outros desastres, afim de que todos possam ver e sentir a energia da tua Compaixão, dando-lhes força e conforto.


Rezamos para que todos os corações endurecidos derretam-se na presença da tua


compreensão compassiva.


Rezamos para que as águas da benção e compaixão que derramas sobre a terra nutram as sementes da natureza de Buddha em todos os corações, criando jardins de beleza dentro de todos os seres vivos.


Ajude-nos a ver a humanidade através dos teus olhos,


Ajude-nos a conduzirmos todos os seres ao teu coração de imensa Bondade,


Ajude-nos a brilharmos como um farol na noite para trazer a Luz do teu Amor incansável à todos os que sofrem. Permita que todos nós sejamos um canal da tua bondade amorosa.


Que o teu Lótus de Amor Compassivo possa florescer em todos os seres e que realizemos o estado de Iluminação."




.por Sociedade Lotus Branco.

Aos Filhos de Kwan Yin/Kannon









Este  Templo Virtual, Vale Sagrado de Kwan yin   foi criado e dedicado à Divindade Kwan yin/Kannon.




Que a energia de Kwan Yin possa invadir a todos que por aqui passarem como um perfume que se sente mesmo de longe e possamos receber essa energia amorosa .


Há uma confiança implícita na graça salvadora e poderes curadores de Kuan yinA invocação de seu nome a traz imediatamente ao lugar do chamado.Um dos mais famosos textos associados a bodhisattva, o antigo Sutra do Lótus, cujo vigésimo quinto capítulo,dedicado a Kwan yin.


Invocamos o poder e a misericordiosa intercessão da Bodhisattva com o mantra NA MO KUAN SHI YIN PU SA-Espero que neste espaço possamos cultivar o amor, a amizade, a compaixão e o desenvolvimento espiritual guiados pela luz Kwan yinSeja qual for seu caminho, se for em direção à Luz,vamos caminhar juntos!
Corujinha do Vale / Silvia Montone
Uma humilde seguidora de Kwan yin

Kannon




Avalokitesvara em sânscrito. De acordo com a origem do nome, é uma divindade tanto masculina, quanto feminina que, observando todas as leis regentes do Universo, salva livremente os povos. Dessa forma, quando seu nome é pronun­ciado, prontamente vem em socorro daquele que O invocou. Dependendo do auxílio solicitado, pode manifestar-se de forma diferente em qual­quer parte do mundo. É reverenciado desde tem­pos remotos especialmente no mundo oriental. Sempre responde às necessidades imediatas, quer dizer, àquilo que o ser humano está, de fato, preci­sando no momento. 
Kanzeon: o mesmo que Kannon. Na verdade, é uma das denominações de Avalokitesvara.
 Poder de Kannon
              Myochi            


Desde antigamente, ouve-se falar do poder de myochi, parte integrante da potencialidade divina de Kannon. Nota-se também nunca ter sido mencionada em palavras claras a força de Amita, divindade lunar, a mais importante do mundo búdico, durante a Era da Noite. Da mesma forma, nunca se fez referência específica aos prodígios de Sakiyamuni ou de Dharma[1], fundadores, respectivamente, do Budismo e do Zen-budismo.   É, pois, bastante misterioso que a expressão "poder de" esteja relacionada somente a Kannon. Deve haver, portanto, alguma razão divina muito especial para que assim aconteça. Além disso, não existem quaisquer documentos nem relatos da tradição oral explicando o porquê da expressão "poder de Kannon".            
Eu mesmo há tempo, tinha dúvidas com respeito a essa questão; porém, à medida que fui aprofundando a minha fé, comecei a entender corretamente a lógica de Deus; por isso, quero agora esclarecer este assunto a vocês todos.  
Também permanecia com outra dúvida relacionada a Bodhisattva Kannon. Sempre as pessoas me perguntavam se era uma divindade masculina ou feminina. De fato, manifesta-se, ao mesmo tempo, como homem e mulher, numa dualidade inseparável intimamente relacionada ao poder que possui.

            Significado do poder de Kannon
              Desde a antiguidade, sabe-se da existência de duas forças distintas, yang(homem) correspondente ao fogo que queima verticalmente; yin (mulher), relacionada à água que corre horizontalmente. Durante toda a Era da Noite, ambas essas tendências permaneceram separadas; agora chegou o momento de elas se unirem através do cruzamento da verticalidade com a horizontalidade, formando uma cruz. O que Eu estou dizendo significa a transformação do mundo da Noite para o Dia, em conseqüência do aumento de intensidade da Luz, resultante da fusão de fogo e água. Assim, então, quanto maior for a quantidade de kasso (fogo) mais forte será a luminosidade; por isso Eu afirmo que no mundo do Dia, devido ao aumento da quantidade de kasso, a Luz fica mais potente.
              Da mesma forma, quando Bodhisattva Kannon transforma-se em Komyo Nyorai, está, de fato, manifestando o ponto de cruzamento entre o vertical e o horizontal, de onde surge a verdadeira força da da Luz de Deus (= poder de Kannon). 
            É interessante também analisar o ideograma que simboliza poder. Nele, a linha horizontal cruza ao meio com a linha vertical; depois dobra à direita e, repentinamente, dispara em direção ao alto.
Significado: no ponto de cruzamento surge uma força que vai girar da esquerda para a direita, como os ponteiros do relógio.             Esse ideograma contém, portanto, o sentido profundo de tudo que acabei de lhes dizer.              Verdadeiramente, então, somente Bodhisattva Kannon possui a dualidade - vertical, horizontal - cuja união gera a poderosa força da Luz de Deus.  O costume de recitar, repetidas vezes, em forma de prece as palavras "Nenpi Kannon Riki..." (poder de Kannon...) está fundamentada nesse mesmo princípio, qual seja, o aspecto dual da essência divina de Kannon.    
Transformação de Bodhisattva Kannon em Komyo Nyorai
               Bodhisattva Kannon, depois de transformar-se em Komyo Nyorai, manifestou-se como Miroku, com um poder trino: de fogo, de água e de terra.              Conforme já falei antes, a Luz resulta da união do fogo e da água. Entretanto, somente a junção desses dois elementos limitaria o trabalho de Kannon deixando-o restrito ao espírito. Com o acréscimo da terra[2], entra também a ação do corpo físico; como conseqüência, manifesta-se aquele poder trino representado pela Bola de Luz denominada mani cujo significado é força capaz de realizar todas as vontades.
            Miroku pode, por isso, ser entendido como cinco, seis, sete (5, 6, 7) em que cinco (5) corresponde a fogo, seis (6) à água e sete (7) à terra.
        Simpatia por Kannon
  Freqüentemente as pessoas, tanto de fora, quanto adeptos querem saber se, para chegar ao nível de Grande Mestre, Eu tive, desde o início, uma fé bastante fervorosa em Kannon. Já se tornou um hábito todos me fazerem idêntica pergunta.  
Maior surpresa lhes causo, porém, ao responder-lhes que Eu não tinha fé alguma em Kannon, mas apenas Lhe devotava uma simpatia muito especial pelo fato de apresentar feições sere­nas, aparência atraente e delicada, mostrando-se, ao mesmo tempo, uma figura pomposa, cheia de graça e perfeição. É sempre dessa forma que Kannon se apresenta, sendo também assim reverenciado nas várias tendências do Budismo. Permanece, contudo, acima de todas elas, sem tomar nenhum partido.
  
            Presença de Kannon
  Eu me surpreendi bastante ao saber que o espírito de Kannon está constantemente ao meu lado e, também pelo fato de, a partir dessas informações, inúmeros milagres terem começado a ocorrer na minha vida, todos eles relacionados a Kannon. À medida que o tempo adequado for chegando, anunciarei aos poucos tais manifestações prodigiosas. Uma dessas ocorrências extraordinárias a mim relacionadas foi o conhecimento de que a essência de Kannon é Izunome no Kami. Fiquei sabendo também mais estas particularidades: num determinado período, visando à salvação da humanidade, Izunome se manifestou camuflado em Kanzeon Bosatsu; mais tarde, retornaria ao mundo divino, para ocupar o seu trono original. Pelo fato de Kannon ter permanecido ao meu lado desde 1925, acompanhando-me de perto, comecei, a partir daí, a tomar conhecimento de diversas verdades sobre o presente, o passado e o futuro. Ele também me ordenava o cumprimento de alguns planos sem explicar-me com detalhes o porquê de suas determinações. Dispunha, então, livremente do meu corpo para pôr em prática o trabalho de salvação da humanidade.  Kannon ainda continua me utilizando como veículo para concretizar o plano de Deus. Por essa razão, posso afirmar que hoje sou um Grande Mestre não pela minha fé em tão poderosa Divindade, mas pelo fato de ser usado por Ela como instrumento em prol de um grande trabalho de ajuda a todos os meus semelhantes.  
Na verdade, sou um substituto de Kannon no mundo. Ele, entretanto, age como dono e senhor; dispõe de mim da maneira que melhor Lhe aprouver, sem que Eu tenha a liberdade de decidir sobre o que e como fazer. Simplesmente manifesta, através de mim, o poder de Sua misteriosa sabedoria (myochi), sem obstáculos nem limites. Por isso, sob esse ponto de vista, Eu não desfruto daquela autonomia segundo o conceito das pessoas comuns. Em compensação, usufruo plenamente da Grande Liberdade compartilhada apenas por aqueles que se submetem à inteira vontade de Deus. É um estado peculiar da minha alma, difícil de ser traduzido em palavras e, por isso, a maioria das pessoas não tem capacidade nem para imaginar como esses fenômenos acontecem.
 Relacionamento com Kannon Como há muita gente interessada em saber qual é a relação entre mim e Kannon, a partir de agora vou explicar. Comecei a seguir a religião Oomoto em 1918, mas, devido a certas circunstâncias, afastei-me durante um período de mais ou menos cinco anos.  Em 1923, retornei. Cerca de seis meses mais tarde, fui procurado por um topógrafo desejoso de informações sobre a Oomoto que, na época, se expandia rapidamente. Em meio à conversa, olhando-me fixamente no rosto, perguntou-me se a doutrina tinha alguma ligação com Kannon.  Respondi-lhe negativamente dizendo-lhe que a Oomoto era xintoísta e Kannon, budista. Insistindo no assunto, afirmou O estar vendo à minha direita. Na verdade, como o topógrafo possuía a faculdade da vidência, a sua visão espiritual se abriu naquele momento e ele foi capaz de perceber a presença de Kannon ao meu lado. A seguir ainda me disse tê-Lo visto me acompanhar quando me levantei para ir ao banheiro; voltou depois junto comigo e permaneceu sentado próximo a mim.  Para ter certeza, pedi-lhe mais alguns detalhes e ele respondeu que a Divindade estava de olhos fechados; o rosto e o corpo eram exata­mente iguais aos dos desenhos ou esculturas. Após esse nosso primeiro encontro, sempre que o topógrafo pensava em vir à minha casa, Kannon lhe aparecia repentinamente.  Ao saber desses fatos, fiquei um pouco intrigado, pois, até então, jamais havia imaginado me devotar a Kannon. A partir daí, começaram ocorrências misteriosas que me levaram a admitir uma ligação mais íntima entre Kannon e mim.  Certo dia, um dos membros da Oomoto disse ter visto uma espécie de remoinho acima da minha cabeça, no centro do qual estava Kannon trazendo às costas uma cruz.  Naquele momento, não me fora possível entender o significado de tão estranha visão. Logo depois, contudo, fui vítima de uma séria perseguição religiosa que me causou enorme sofrimento. Compreendi assim o sentido da vidência: Eu fora colocado no meio de um tufão e deveria enfrentar uma luta bastante renhida.  Cerca de três meses mais tarde, várias divindades começaram a manifestar-se por meu intermédio, entre elas, Izunome, a essência de Kannon. Foi Ele quem revelou que Eu seria usado como instrumento para realizar a grandiosa missão de salvar a humanidade.  


[1] Dharma (ou Daruna em japonês), missionário budista indiano. Pregou o Zen-budismo na China em 526.
[2] Esse elemento terra é representado pelo corpo de Meishu Sama.



Kanzeon Bosatsu - A Deusa da Misericórdia




Hoje gostaria de falar um pouco sobre de Kanzeon Bosatsu, uma das principais divindades do budismo, também conhecida por Kannon. Em chinês é chamada deKuan Yin. Da mesma forma que Nossa Senhora representa o espírito que guia a Igreja Católica Apostólica Roma, para os fiéis do budismo esse espírito é representado por Kuan Yin.

De acordo com uma lenda chinesa maravilhosa, no momento em que estava pronta para entrar no Nirvana (Céu), Kuan Yin ouviu um clamor cheio de angustia que vinha da Terra, e, comovida de piedade, parou quando os seus pés tocavam o glorioso limiar. Daí o seu nome "Kuan Yin" (uma pessoa que se conscientiza ou, ouve o clamor, ou prece, do mundo).

Kanzeon Bosatsu é chamada abreviadamente de Kannon, mas ela não é um ser humano. É um ser búdico que, captando o “som da mente das pessoas”, ou seja, a vibração mental, faz manifestar aquilo que as pessoas desejam. E os homens recebem de Kannon também a vida. Por isso, está escrito o seguinte na Sutra Kannon: “Se uma mulher reverenciar e cultuar Kanzeon Bosatsu e desejar ter um filho varão, gerará um menino bem-aventurado e inteligente. Se desejar uma menina, certamente gerará uma menina bela de rosto e corpo, que será benquista por todos, por ter acumulado virtudes nas vidas anteriores”.

Na Sutra de Kannon está assim escrito: "Honrado do mundo, possuidor de todos os sinais sutis, novamente permita-me perguntar sobre os relacionamentos desta criança, Buda: Por que razão é chamado de Kanzeon? E Buda respondeu: 'Ouçam! Kannon pratica o bem em todos os locais e direções. Fez um voto vasto e profundo como os oceanos, inconcebível na sua eternidade. Foi ao servir infinitos Budas que despertou para esse juramento de grande pureza, deixe-me brevemente explicá-lo: Quem ouve seu nome, vê sua presença e o mantém permanentemente no coração e na mente poderá terminar com as tristezas da vida."

Quando estiver diante de um perigo, chame por Kannon.
Na Sutra do Lótus consta: “Se a pessoa estiver diante de um perigo, pronuncie o nome de Kanzeon Bosatsu, que o perigo desaparecerá e será salva”. É inegável que uma pessoa que tenha fé em Kannon estará sempre protegida.


sábado, 28 de abril de 2012

Ser zen




Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada. 
Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.
Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento.
O guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.
Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro­passado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência.
Autora: Monja Coen
Fonte: Livro - Sempre Zen
Editora: Publifolha

Poemas do Sutra da Flor de Lótus



Estes dois poemas do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa são lidos diariamente durante o serviço matinal nos mosteiros.
Δ Poema do Portal Universal de Kanzeon Bodisatva

Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa (Verson XXV)
(Myôhôrenguekyô Kanzeonbosatsu Fumonbongue) 
Ο Honrado do Mundo, possuidor de todos os sinais sutis,
Novamente permita-me perguntar sobre os relacionamentos desta Criança-Buda. Por que razão é chamada de Kannon?
e Buda respondeu:
Ο Ouçam! Kanzeon pratica o bem em todos os locais e direções.
Fez um voto vasto e profundo como os oceanos, inconcebível na sua eternidade.
Foi ao servir infinitos Budas que despertou para este juramento de grande pureza.
Deixe-me brevemente explicá-lo:
Quem ouve seu nome, vê sua presença e sempre o mantém no coração e na mente, poderá terminar com as tristezas da vida.
Se alguma força do mal o jogar numa fogueira,
pensar no poder de Kannon, transformará a fogueira em água.
Se no grande oceano, entre perigos de peixes, dragões e demônios,
pensar no poder de Kannon, as ondas não o poderão submergir.
Se do topo do Monte Sumeru, pessoas quiserem empurrá-lo,
pensar no poder de Kannon, o fará pousar estaticamente, assim como o sol.
Se perseguido por seres ferozes e jogado do Monte do Diamante,
pensar no poder de Kannon, fará com que nenhum fio de cabelo seja tocado.
Se encontrar loucos com espadas querendo feri-lo,
pensar no poder de Kannon, todos os seres insanos se dirigirão à bondade.
Se encontrar sofrimento imposto pelas leis, a vida para ser executada,
pensar no poder de Kannon, faz com que a arma de execução se parta em pedaços.
Se aprisionado, encurralado, acorrentado, pernas e braços algemados,
pensar no poder de Kannon, o libertará completamente.
Se for encantado ou envenado, alguém quiser ferir seu corpo,
pensar no poder de Kannon, tudo reverterá à pessoa de origem.
Se ameaçado por hakshanas malvados, dragões venenosos e demônios,
pensar no poder de Kannon, fará com que ninguém possa feri-lo.
Se perseguido por bestas ferozes, presas aguçadas e garras apavorantes,
pensar no poder de Kannon, instantaneamente ao som de sua voz, eles fogem.
Trovões e raios, tempestades e furacões,
pensar no poder de Kannon, todos se dispersam.
Se vivos, porém esmagados e pertubados, oprimidos por dores infinitas,
Kannon, com o poder de sua sabedoria maravilhosa, poderá salvar este mundo do sofrimento!
Perfeito em poderes sobrenaturais.
Praticando amplamente com sabedoria e tato.
Nas terras do universo não há um lugar onde não se manifeste.
Todos os estados negativos da existência, inferno, fantasmas, animais, sofrimentos de nascimento, velhice, doença e morte,
Todos gradativamente serão terminados!
Verdadeiro observar, observar sereno,
observar de sabedoria de longo alcance,
observar de misericórdia,observar de compaixão.
Tanto esperado, tanto esperado!
Pura e serena em radiância.
A sabedoria do sol destruindo as escuridões, controlador de tempestades e incêndios, que ilumina todo o mundo, lei de piedade, tremor do trovão!
Compaixão maravilhosa, como uma grande nuvem,
caindo simultaneamente chuva espiritual como néctar,
apagando as chamas da tristeza!
Em disputas frente a um magistrado, ou com medo no campo de batalha,
se pensar no poder de Kannon, todos os seus inimigos se renderão!
Ο Sua é a voz maravilhosa, voz de observador dos sons do mundo,
voz de Brahman, voz de maré crescente, voz de todo o mundo!
Sempre para ser relembrada, sem nenhum pensamento de dúvida.
Observador dos lamentos do mundo, puro e santo,
em dor, tristeza, morte e calamidade,
capaz de ser alívio e salvação íntegros.
Perfeito em todos os méritos,
com olhos de compaixão, observando a todos.
Infinito oceano de bênçãos! Quiçá poder reverenciá-lo.
Então o Bodhisatva Protetor da Terra
levantou-se e indo em frente a Buda, disse:
Ο “Honrado do Mundo!
Saiba que não são poucos os méritos daqueles
que ouvirem sobre as atividade superiores
e os poderes transcendentais, em todas as direções,
do Bodhisatva Kannon aqui entoados.”
• Ao escutar a explicação de Buda,
os oitenta e quatro mil presentes na Assembléia
elevaram seus corações à Iluminação incomparável obtendo a mente
• ANOKUTARA SAN MYAKU SAN BODAI Δ
Δ Poema da Longevidade do Tathagata

Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa (Verso XIII)
(Myôhôrenguekyô Nyorai Juryôhon Gue)
Ο Desde que obtive a Iluminação,
os kalpas pelos quais tenho passado,
são infinitos milhões de miríades
de kotis de anos asam-khyeya.
Incessantemente prego a Lei e ensino
incontáveis kotis de criaturas
a entrar no Caminho de Buda.
Tudo isto por kalpas incomensuráveis. Ο
A fim de salvar todos os seres,
por métodos táticos, revelo Nirvana.
Verdadeiramente ainda não estou extinto
estou sempre aqui pregando a Lei.
Estou aqui eternamente,
usando poderes extraordinários
de forma que todas as criaturas deludidas,
embora eu esteja próximo não possam me ver.
Quase todos me tendo como extinto,
em toda a parte cultuando minhas relíquias,
ardentemente querendo me ver
e criando corações sedentos de esperança.
Quando todas as criaturas, tendo acreditado e servido,
justas de caráter e gentis de mente,
desejando ver Buda de todo o coração,
ainda que isto custe suas próprias vidas,
Eu e toda a minha Sangha aparecemos juntos
no Divino Pico do Abutre.
Então direi a todos
que minha existência é eterna neste mundo.
pelo poder de métodos táticos,
revelo o extinto e o não-extinto.
Se em outros lugares houver seres honrados,
aspirantes cheios de fé,
novamente entre eles estou
pregando a Lei Suprema.
Você, sem conhecimento
me toma como extinto.
Observo todos os seres
afundando no mar do sofrimento,
Por esta razão não me revelo
mas os faço aspirar.
Quando seus corações estiverem desejando ardentemente,
apareço para pregar a Lei.
Com poderes penetrantes, extraordinários,
através de kalpas asam-khyeya,
estou sempre no Divino Pico do Abutre
e em qualquer outra morada.
Quando todos, no final dos kalpas,
pensarem que tudo está em chamas,
saiba que tranquilo é o meu reino.
Repleto de seres celestiais,
Parques e muitos palácios adornados,
com todas as espécies de jóias.
Árvores preciosas repletas de flores e frutos
onde todas as criaturas se deleitam.
Todas as divindades tocando tambores celestiais
fazendo música através da eternidade,
Chovendo flores man-darava em Buda
e em sua grande Assembléia.
Minha Terra Pura jamais será destruída.
Mesmo assim todos a enxergam como se consumida em chamas.
Aflições, terrores e desgraças
apoderam-se das vidas das criaturas errôneas.
Devido ao seu carma negativo,
através de kalpas asam-khyeya.
Não compreendem os Três Tesouros.
Mas todos os que acumulam méritos,
são gentis e de natureza correta,
todos estes vêem que existo
e estou aqui esclarecendo a Lei.
Em tempos, prego para toda esta multidão
que a vida de Buda é eterna.
Àqueles que vêem Buda em sua essência,
prego que um Buda é raramente encontrado.
É tal o poder de minha sabedoria
que minha sagacidade é de um brilho irradiante.
Minha vida é de incontáveis kalpas,
resultado de méritos há muito cultivados.
Vocês, de mente perspicaz,
não tenham a menor dúvida.
Ο Acabem com as dúvidas completamente,
visto que as palavras de Buda
são verdadeiras, não falsas.
Como o médico de grande aptidão
a fim de curar seus filhos insensatos,
embora ainda vivo, anunciasse sua morte.
Eu, pai deste mundo,
também não serei culpado de falsidade,
Pai que cura toda miséria e aflição,
Ο para o bem das pessoas deludidas,
embora verdadeiramente vivo,
anuncio minha extinção
receando que se sempre me vissem,
deixariam tomar-se pela arrogância,
seriam dissolutos e se prenderiam aos cinco desejos,
caindo nos caminhos do mal.
Eu, eternamente conhecendo todos os seres,
aqueles que seguem e não seguem o Caminho,
de acordo com os princípios corretos de salvação,
esclareço a Lei a todos,
• Sempre mantendo este pensamento:
“Como posso fazer com que todos os seres
• penetrem o Caminho Supremo e rapidamente
realizem Iluminação?” Δ

Monja Isshin Havens, Oshô – Soto Zen Budismo


Zen Budismo


Uma das formas de budismo japonês mais conhecidas no Ocidente é o Zen Budismo, principalmente através de 2 escolas: a Rinzai e a Soto.

Atualmente, a Soto Zen está localizada no Templo Busshinji  (do Coração do Buda), inaugurado em 1994 e que também sedia aComunidade Budista Soto Zenshu, que atende os interessados na religião, na ética e na estética Zen.

                                               Templo Busshinji -Liberdade SP


Zen ou Zen-budista é o nome japonês da tradição Ch'an, surgida na China, e associada em suas origens ao Budismo do ramo Mahayanasânscrito Mahāyāna, "Grande Veículo", síntese doutrinária dos ensinamentos do Buddha Śākyamuni, ou Gautama Buddha, realizada por diversas escolas budistas por volta do século II[1]. Cultivado sobretudo na ChinaJapãoVietnã e Coreia. A prática básica do Zen na versão japonesa e monástica é o Zazen, tipo de meditação contemplativa que visa levar o praticante à "experiência direta da realidade".

O Zen tal como o conhecemos hoje só foi possível a forte influencia que o budismo sofreu do Taoismo e Confucionismo. Para alguns estudiosos o Zen é nada mais nada menos que a síntese dessas três correntes de pensamento. Outros concluem que O Zen deveria ser considerado uma religião separada do Budismo pois sua riqueza e métodos tão peculiares só foram possíveis e criados devido ao pensamento chines (taoismo e confucionismo)
Entrada do Mosteiro Zen Budista, as margens da BR 101 Norte - Ibiraçu


No Zen japonês monástico, há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans, ou enigmas, charadas. Atualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente.
Segundo Allan Watts, inglês que se notabilizou pela divulgação do Zen no Ocidente a partir da terceira década do século XX[2], este, em sua forma original chinesa, não se encontra mais na China, e o que de mais próximo se pode conhecer desta versão original é encontrado em formas de Arte tradicionais do Japão, que tenham sido cultivadas e transmitidas segundo esta tradição.


O BUDISMO DE NITIREN DAISHONIN






O Budismo é a religião estabelecida pelo Buda Sakyamuni (nascido como príncipe Siddharta Gautama do clã dos Sakya), que viveu na Índia há cerca de 3000 anos. Quando jovem, Siddharta observou o sofrimento do ciclo de nascimento, doença, velhice e morte e decidiu ingressar no sacerdócio, almejando profundamente alcançar a Iluminação e a salvação de todos os seres.
Ele expôs em seus ensinamentos que, na essência de todas as experiências humanas, há algo de eterno e imutável – a lei de causa e efeito, ou seja, a lei eterna da vida. Sakyamuni ensinou sobre a eternidade da vida e sobre as circunstâncias de nossa vida cotidiana. Explicou que as pessoas, ao falecerem, levam consigo sua própria existência e as causas e relações de todas as ações realizadas ao longo de suas vidas passadas; isso é conhecido como carma. Estas causas e relações determinam as circunstâncias de nossa próxima existência. Segundo o princípio do carma, todos os acontecimentos (efeitos) de nossa vida atual são resultantes de nossas ações (causas) feitas no passado, e as ações que fazemos agora (causas) darão forma ao nosso futuro.

Nitiren Dasihonin

“Desejando conhecer as causas do passado, observe os efeitos no presente. Desejando conhecer os efeitos no futuro, observe as causas do presente.” (Nichiren Daishonin, A Abertura dos Olhos, Shinpen, pág. 571)
O Buda Sakyamuni revelou vários ensinamentos conforme a capacidade dos seres. Mas nos oito últimos anos de vida pregou o Sutra de Lótus, que foi o objetivo do seu advento neste mundo, conforme a frase:
“Eu reconheci e percebi as diferentes condições de vida de vários tipos de pessoas. Assim, eu revelei vários ensinos expedientes para guiá-las. Eu não revelei o ensinamento supremo e verdadeiro durante os 40 anos de minhas pregações. Não poderá atingir a Iluminação por meio desses ensinos expedientes, porque desconhece o grande caminho para a Iluminação.”
E posteriormente declarou:
“Abandonem sinceramente todos os ensinos provisórios, pois revelarei apenas o Caminho Supremo.”
Este “Caminho Supremo” é o Sutra de Lótus, o único para se concretizar a aspiração do Buda Sakyamuni. Ainda, o próprio Buda Sakyamuni previu que passados dois mil anos de seu falecimento o Budismo por ele pregado perderia a força.
Para a salvação das futuras gerações, transmitiu a integridade dos seus ensinamentos a um discípulo, Bodhisattva Jogyo. Previu também que um Buda mais poderoso (renascimento do Bodhisattva Jogyo), faria o seu advento ao leste para encaminhar as pessoas para a verdade. Conforme esta predição, Nichiren Daishonin, o Buda Original para salvação de todas as pessoas, fez o seu advento no Japão, na terra ao leste da Índia, nesta Era do Fim do Darma.



A história do Budismo Shingon





O BUDISMO SHINGON é uma religião que foi estabelecida por Kôbô Daishi (Kûkai) no começo do período Heian (século IX), e seus ensinamentos são conhecidos como o Budismo Esotérico Shingon (Budismo Shingon).

Esta forma de Budismo é também conhecida em japonês como mikkyô, que significa "ensinamento secreto". Mikkyô é uma das várias linhas de práticas dentro da tradição Budista Mahâyana.

Mikkyô engloba muitas doutrinas, filosofias, divindades, rituais religiosos e técnicas de meditação de uma variedade ampla de fontes. A assimilação das divindades locais e Hindus e seus rituais foram especialmente marcantes para o Budismo que tornou-se Mikkyô. Tais elementos diversos foram sendo incorporados ao longo do tempo e, combinando com os ensinamentos filosóficos Mahâyana, formaram um sistema compreensivo de doutrina e práticas Budistas.
Os ensinamentos Shingon são baseados na Sutra Mahâvairocana (Japonês: Dainichi-kyô) e na Sutra Vajrasekhara (Japonês: Kongôchô-kyô), as Sutras fundamentais do Shingon. Estas Sutras foram provavelmente escritas durante a última metade do século VII na Índia. Elas contém a primeira apresentação sistemática da doutrina e práticas Mikkyô.
 
Shingon representa o período médio do desenvolvimento do Budismo esotérico na Índia. O desenvolvimento, que se estendeu desde o século VII até o século VIII, foi o tempo quando a Sutra Mahâvairocana e a Sutra Vajrasekhara foram compiladas. A história do Budismo Esotérico foi praticada desde a Índia até a Ásia Central, Ceilão, China, Coréia, Japão, Mongólia, Nepal, Indonésia, Sudeste da Ásia e Tibete. A tradição Mikkyô continua no Japão dos dias de hoje, mas em outras localidades onde a tradição inicial indiana foi desenvolvida em diversas maneiras, os ensinamentos esotéricos Budistas foram em sua maioria sendo dispersos, alguns até o ponto de extinção total.

Os ensinamentos Shingon
Shingon é uma forma de Budismo Esotérico japonês, por isso é também conhecido por Shingon Mikkyo. Esta escola foi fundada em 804 DC por Kukai (Kobo Daishi) no Japão. Como mencionado acima, os ensinamentos são baseados nas Sutras Mahavairocana Sutra e Vajrasekhara, as sutras fundamentais da Shingon. Através da observação a três segredos - as ações do corpo, fala e mente, nós somos capazer de alcançar iluminação ainda nesta vida. Quando conseguimos manter este estado mental, podemos nos tornar unos/integrados com a força vital do Universo, conhecida como Buda Mahavairocana.
As atividades simbólicas estão presentes em qualquer lugar do Universo. Os fenômenos naturais tais como montanhas, oceanos e até os humanos expressam as verdades descritas nos sutras.
O Universo em si encarna e não pode ser separado do ensinamento. Na tradição Shingon, o praticante usa as mesmas técnicas que foram utilizadas há mais de 1200 anos por Kukai e tem sido transmitidas verbalmente geração pra geração até o momento presente. Como Budistas Shingon, existem três votos a serem observados em nossa vida:
Nós podemos alcançar o estado búdico nesta vida;
Nós podemos nos dedicar ao bem estar das pessoas;
Nós podemos estabelecer o Mundo de Buda neste planeta.

Tornar-se um Buda nesta vida (Sokushin Jobutsu) - a característica deste ensinamento Shingon é que alguém não se torna Buda somente em sua mente nem se torna Buda depois que desencarna. Isso significa que somos capazes de alcançar a perfeição de todas as qualidades de Buda enquanto estamos vivos neste corpo encarnado. Um texto no Bodhicitta (Bodaishin-ron) diz: " Alguém que rapidamente alcançou o grande Despertar em seu corpo nascido de mãe e pai".
De acordo com os ensinamentos Shingon, todas as coisas neste Universo - tanto matéria física, mente ou estados mentais - são feitos de alguns dos seis (6) elementos primários - terra (o princípio da solidez), água (umidade), fogo (energia), vento (movimento), espaço (o estado de ser desobstruído) e consciência (os seis modos de conhecer objetos). Buda assim como os seres humanos comuns são feitos destes seis elementos e, neste sentido, ambos Buda e seres humanos são idênticos basicamente e em essência. Quando compreendemos esta verdade nossas ações, palavras e pensamentos perecerão do modo como são atualmente e uma experiência de fé que criará a vontade de ser correto e purificar tudo ao seu redor. Este corpo físico, ser humano, será capaz de alcançar o estado Búdico.
Salvação e Iluminação -  O Budismo Shingon oferece salvação e iluminação ao ser humano que seria envolvido no ciclo de nascimento e morte das encarnações. Assim que uma pessoa é capaz de entrar o portal de sua fé, ele/ela será capaz de receber a salvação e orientação de muitos Budas e Bodhisattvas. É uma religião em que cada pessoa será afortunada o bastante para recitar os mantras que são as próprias palavras de Buda.
Kobo Daishi ressaltou dois pontos como características especiais:
Alcance de iluminação nesta vida
O presente momento que claramente ensina o conteúdo da iluminação
Ele explicou estes dois aspectos através de suas escrituras, tais como "O significado de tornar-se Buda neste Corpo", "Os 10 estágios no desenvolvimento da Mente", "O significado dos preceitos Samaya secretos de Buda".
Disciplina Shingon
As formas a seguir são as mais praticadas por muitos seguidores: Susokukan (meditação básica para encontrar o próprio ritmo de respiração), Gachirinkan (meditação do Disco da Lua) e Ajikan (meditação de uma sílaba). Estas práticas nos levam ao entendimento da natureza da Realidade. Através destas práticas podemos experimentas muitos estados de consciência e assim como nossos conhecimentos se desenvolvem, começamos a ter um insight real sobre a natureza do estado não matéria. Através destas meditações podemos experimentar o fluxo de energia deste estado até o plano material de existência. Porém tal estado não pode ser experimentado sem correto entendimento de sua doutrina e a orientação de um mestre autêntico.

Kobo Daishi
Kobo Daishi (Kukai), o fundador do Budismo Shingon, nasceu na cidade de Zentsuji na Prefeitura de Kagawa no Japão em 774. Ele se tornou monge quando tinha 19 anos e foi a China para estudar Budismo Esotérico quando tinha 31 anos. Estudou Sânscrito sob orientação de mestres da Índia e se aperfeiçoou em ensinamentos esotéricos sob orientação do mestre chinês Jui-kuo, o 7º patriarca da tradição Budista esotérica. Quando retornou ao Japão, estabeleceu o Budismo Shingon e propagou seus ensinamentos durante sua vida. O imperador Saga garantiu a ele o Koyasan (monte Koya) como o local para fundar o centro monástico em 816.
Kukai escreveu vários ensinamentos e comentários, tais como: A chave secreta do Sutra do Coração, A diferença entre Budismo Exotérico e Budismo Esotérico, Alcançando a iluminação nesta existência e Os 10 estágios de desenvolvimento da Mente. 1200 anos depois, estes textos continuam a iluminar os seguidores ao redor do mundo todo.
Conhecido por muitos como o pai da cultura japonesa, sua contribuição se extendeu além dos campos religiosos para as esferas cultural, acadêmica e engenharia. Ele introduziu o método de fazer e utilizar pincéis de tinta para escrtia, criou o alfabeto fonético de 47 letras conhecido como japonês Kana, símbolos Iroha; inaugurou também uma escola para o público em Kyoto e a chamou de Shugei-shuchiin; dirigiu a construção do dique Mannoike Dam para prevenir inundações em Sanuki na Ilha Shikoku.
Sendo exemplo vivo dos três votos, Kukai entrou para o Samadhi eterno no Monte Koya no dia 21 de março de 835. Mais tarde, o imperador Daigo lhe concedeu o título honorário de Kobo Daishi em 921.
Koyasan (Monte Koya)
Koyasan é localizada na Prefeitura de Wakayama no oeste do Japão. Kobo Daishi iniciou seu monastério budista no topo desta montanha que está a três mil pés de altura acima do nível do mar. Há inúmeros templos, stupas e salas religiosas em Koyasan. O Templo Knogobuji é o prédio matriz da Missão Koyasan Shingon, que é composta de mais de 4000 templos no Japão.


Leia mais: http://budismojapones.webnode.com.br/news/a-historia-do-budismo-shingon/




Kannon Bosatsu
Bodhisattva da Compaixão




Seu corpo é dourado e ele está sentado sobre chamas. Ela usa vestes Bodhisattva com uma roupagem vermelha por baixo. Sua mão direita está na altura do peito e segura uma lótus aberta, que representa o Bodhichitta. Sua mão esquerda está também ao nível do peito e faz o mudra do destemor.


Objetivo e Votos

Dentre as devoções no Budismo, nenhum outro Buda é adorado por tantas pessoas quanto Kanzeon (Avalokitesvara) Bodhisattva. Todas juntas, há uma centena de Avalokitesvaras combinados com as rotas de peregrinação dos Trinta e Três Templos de Shikoku, os Trinta e Quatro Templos de Chichibu e os Trinta e Três Templos de Bando. Além disso, há inúmeras outras Avalokitesvaras consagradas como divindade principal em outros templos.

Como indicado por seu nome, Kanzeon Bodhisattva, a Bodhisattva que percebe os sons do mundo, fez os votos de ouvir as vozes das pessoas e os sons das condições do mundo, imediatamente garante a salvação aos que sofrem e estão aflitos, e dissipa o mal e calamidades que estão ao redor. 

Como resultado, Avalokitesvara pode apresentar-se em muitas formas diferentes, aparecendo em diferentes épocas e lugares livremente sem restrições para salvar as pessoas, assim é conhecido como a Bodhisattva que Percebe tudo Sem Restrições. Há trinta e três formas que Avalokitesvara pode tomar para realizar livremente atos de salvação e esta é a origem dos Trinta e Três estágios de peregrinação.

As formas fundamentais destas muitas manifestações são as Sete Avalokitesvaras, que incluem:
Aryâvalokitesvara (Shô Kannon), o Avalokitesvara Sagrado;
Ekadasamuhka (Jûichimen Kannon), o Avalokitesvara de Onze Faces;
Sahasrabhuja (Senju Kannon), o Avalokitesvara dos Mil Braços;
Cintâmanicakra (Nyoirin Kannon), o Avalokitesvara da Realização dos Desejos;
Hayagrîva (Batô Kannon), o Avalokitesvara com Face de Cavalo;
Cundi (Juntei Kannon), a Avalokitesvara Deusa Mãe;
Amoghapasa (Fukûkenjaku), o Avalokitesvara com uma corda e uma rede
Geralmente tomando uma forma feminina gentil, Avalokitesvara é considerado como protetor dos seres vivos com Amor e Compaixão, mas também pode apresentar-se com aparência austera, enfurecida e zangada tal como podemos notar em Hayagrîva (Batô Kannon), a Avalokitesvara com Face de Cavalo, que orienta e protege o mundo animal. Avalokitesvara pode também dedicar suas energias para atos de salvação sob a aparência de muitos rostos diferentes, como podemos notar no Avalokitesvara de Onze Faces; ou praticar atos de compaixão com muitas mãos, como feito pela Avalokitesvara dos Mil Braços. A Avalokitesvara que se apresenta com uma rede de pesca e uma corda, e a rede é arrastada pelo mundo para estender a mão da salvação às pessoas sem deixar ninguém excluído. A Avalokitesvara Deusa Mãe refere-se a Mãe de Buda e é uma divindade que nutre as pessoas como uma mãe.

Avalokitesvara (Kannon) também é conhecida como Kanzeon Bodhisattva e seu nome indica que este Bodhisattva pode escutar as vozes e preocupações do mundo e para prestar socorro imediato pode transformar-se em muitas formas diferentes para salvar as pessoas livremente que busquem, de acordo com seu tempo e lugar. É por isso que Avalokitesvara é conhecida como Kanjizai Bodhisattva, a Bodhisattva que Vê e Atua Livremente em prol dos que buscam, e é mencionada no Sutra Avalokitesvara como tendo trinta e três formas diferentes. Essa é a origem da peregrinação Avalokitesvara que abrange trinta e três localidades.

Mantra
On arorikya sowaka (japonês)
Om ârolik svâhâ (sânscrito)
Om Senhora Iluminada svâhâ (português)


Leia mais: http://budismojapones.webnode.com.br/news/a08-kannon-bosatsu/

A ESSÊNCIA DO SHIN BUDISMO DA TERRA PURA


A ESSÊNCIA DO SHIN BUDISMO DA TERRA PURA

Buda Amida


Nome do Ensinamento:          Jōdo Shinshū (Shin Budismo da Terra Pura)
Fundador:                             Shinran Shōnin (21/05/1173 – 16/01/1263)
Nome da Escola:                  Jōdo Shinshū Hongwanji-ha (Honpa Hongwanji)
Templo Matriz Mundial:        Ryūkoku-zan Hongwanji (Nishi Hongwanji)
Objeto de Reverência:          Tatāgata Amida (Namo Amida Butsu)




Shinran Shonin (1173 - 1262)



Nome do Ensinamento:          Jōdo Shinshū (Shin Budismo da Terra Pura)
Fundador:                             Shinran Shōnin (21/05/1173 – 16/01/1263)
Nome da Escola:                  Jōdo Shinshū Hongwanji-ha (Honpa Hongwanji)
Templo Matriz Mundial:        Ryūkoku-zan Hongwanji (Nishi Hongwanji)
Objeto de Reverência:          Tatāgata Amida (Namo Amida Butsu)

Escrituras Sagradas:
Tríplice Sutra da Terra Pura pregado pelo Buda Shakyamuni:
Sutra do Buda da Vida Imensurável
Sutra da Contemplação do Buda da Vida Imensurável
Sutra do Buda Amida
Obras principais de Shinran Shōnin:
Shōshin Nembutsugue (Hino ao Nembutsu na Verdadeira Mente Confiante), extraído do capítulo “Prática”, da obra Kyōgyiōshinshō
Jōdo Wassan (Hinos da Terra Pura)
Kōssō Wassan (Hinos dos Patriarcas)
Shōzōmatsu Wassan (Hinos das Três Idades do Darma)
Obra principal de Rennyo Shōnin, O Revitalizador:
Gobunshō (As Cartas do Mestre Rennyo)


Ensinamento:
Pela virtude do Voto Original do Tatāgata Amida, recebo a Mente Confiante (Shinjin) e vivencio o Nembutsu. Quando os elos que me prendem a esta existência se desfazem, se dá o nascimento na Terra Pura, me torno Buda e retorno a este mundo da ilusão para conduzir os seres à iluminação.

Vida Cotidiana:
Guiado pelos ensinamentos de Shinran Shōnin, ouço o chamado compassivo do Tatāgata Amida. Recitando o Nembutsu, sem recorrer a súplicas, reflito sempre sobre minha conduta e, na tristeza dos meus erros e na alegria regozijante, levo uma vida de gratidão e retribuição por todos os benefícios.

Comunidade:
Somos uma Comunidade de irmãos do Darma que segue os ensinamentos de Shinran Shōnin, pratica o Nembutsu e transmite a Sabedoria e a Compaixão do Tatāgata Amida. Contribuímos, assim, para a construção de uma sociedade na qual todos possam viver uma existência plena.

PRECEITOS DO SHIN BUDISMO DA TERRA PURA PARA O COTIDIANO

Na confiança no voto do Buda, recito o Nembutsu e vou viver com firmeza e jovialidade.
Em reverência à luz do Buda, reflito sempre sobre minha conduta e vou me esforçar para viver com gratidão.
Na escuta profunda dos ensinamentos do Buda, escolho o caminho correto e vou contribuir para a propagação do Darma.
Na alegria da compaixão do Buda, no respeito e auxílio mútuos, vou me dedicar ao bem da sociedade.
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 (O CAMINHO QUE EU SIGO)

Nome do Ensinamento:          Jōdo Shinshū (Shin Budismo da Terra Pura)
Fundador:                             Shinran Shōnin (21/05/1173 – 16/01/1263)
Nome da Escola:                  Jōdo Shinshū Hongwanji-ha (Honpa Hongwanji)
Templo Matriz Mundial:        Ryūkoku-zan Hongwanji (Nishi Hongwanji)
Objeto de Reverência:          Tatāgata Amida (Namo Amida Butsu)

Escrituras Sagradas:
Tríplice Sutra da Terra Pura pregado pelo Buda Shakyamuni:
Sutra do Buda da Vida Imensurável
Sutra da Contemplação do Buda da Vida Imensurável
Sutra do Buda Amida
Obras principais de Shinran Shōnin:
Shōshin Nembutsugue (Hino ao Nembutsu na Verdadeira Mente Confiante), extraído do capítulo “Prática”, da obra Kyōgyiōshinshō
Jōdo Wassan (Hinos da Terra Pura)
Kōssō Wassan (Hinos dos Patriarcas)
Shōzōmatsu Wassan (Hinos das Três Idades do Darma)
Obra principal de Rennyo Shōnin, O Revitalizador:
Gobunshō (As Cartas do Mestre Rennyo)
Nembutsu 

Ensinamento:
Pela virtude do Voto Original do Tatāgata Amida, recebo a Mente Confiante (Shinjin) e vivencio o Nembutsu. Quando os elos que me prendem a esta existência se desfazem, se dá o nascimento na Terra Pura, me torno Buda e retorno a este mundo da ilusão para conduzir os seres à iluminação.

Vida Cotidiana:
Guiado pelos ensinamentos de Shinran Shōnin, ouço o chamado compassivo do Tatāgata Amida. Recitando o Nembutsu, sem recorrer a súplicas, reflito sempre sobre minha conduta e, na tristeza dos meus erros e na alegria regozijante, levo uma vida de gratidão e retribuição por todos os benefícios.

Comunidade:
Somos uma Comunidade de irmãos do Darma que segue os ensinamentos de Shinran Shōnin, pratica o Nembutsu e transmite a Sabedoria e a Compaixão do Tatāgata Amida. Contribuímos, assim, para a construção de uma sociedade na qual todos possam viver uma existência plena.