quinta-feira, 3 de maio de 2012

As 37 Práticas de Todos os Bodhisattvas


As 37 Práticas de Todos os Bodhisattvas
De Gyalsé Thokmé Zangpo[1]



O Mestre vê todas as coisas que estão para além do vai e vêm,
E mesmo assim luta incansavelmente para o bem dos seres vivos –
Meu precioso guru inseparável do Senhor Avalokita,
Com respeito eu vos presto homenagem perpétua, com o meu corpo, palavra e mente.
Os perfeitos budas, que são a fonte de todo o beneficio e alegria,
Aparecem como seres através da realização do Dharma sagrado.
E isso depende de saber como praticar o Dharma,
Eu vou descrever as práticas de todos os herdeiros legítimos dos budas.
1. A prática de todos os bodhisattvas é estudar, reflectir, e meditar,
incansável, tanto de dia como de noite, sem nunca cair na ociosidade,
Para se libertar a si e aos outros deste oceano do samsara,
Tendo ganho este supremo vaso corporal - uma vida humana favorável e livre, que é tão difícil de encontrar.
2. A prática de todos os bodhisattvas é deixar para trás de si a sua terra natal,
Onde o apego à família e amigos nos subjuga como uma enxurrada
Enquanto a aversão aos nossos inimigos nos rói interiormente como um fogo escarlate,
E a escuridão ilusória eclipsa ou seja torna incompreensível, a linha de conduta que devemos seguir e o que deixar para trás.
3. A prática de todos os bodhisattvas é ir regularmente para lugares solitários,
evitando o que não é saudável, para que as emoções destrutivas gradualmente desaparecem,
e, na ausência de distracções, a prática virtuosa naturalmente se fortalece avançando rapidamente, com a consciência atenta e focalizada, adquirimos convicção nos ensinamentos.
4. A prática de todos os bodhisattvas é renunciar a todas as preocupações da vida,
Durante muito tempo fizemos amizades e relacionamentos com familiares, e
Agora todos nós temos que seguir caminhos separados;
Riquezas e bens tão penosamente adquiridos, devem ser deixados para trás;
E a consciência, a convidada que mora no nosso corpo, também um dia deve partir.
5. A prática de todos os bodhisattvas é evitar amigos destrutivos,
Na companhia dos quais os três venenos da mente ficam mais fortes,
E por causa deles cada vez estudamos, reflectimos e meditamos menos,
E tanto o amor como a compaixão esmorecem, até se extinguirem.
6. A prática de todos os bodhisattvas é estimar os amigos espirituais[2]
Pensando neles como ainda mais preciosos que o próprio corpo,
Pois são eles que nos ajudam a livrar-nos de todos os nossos defeitos,
E que fazem com que as nossas virtudes cresçam ainda mais,
tal como a lua crescente.
7. A prática de todos os bodhisattvas é tomar refugio nas Três Jóias,
Pois elas nunca deixam sem resposta , os protegidos que os apelam,
Os deuses comuns do mundo não podem ajudar ninguém
enquanto eles próprios estiveram na armadilha
do ciclo vicioso do samsara, não é assim?
8. A prática de todos os bodhisattvas é nunca cometer um acto prejudicial,
mesmo que isso ponha a sua própria vida em risco,
pois o próprio Sábio ensinou que as acções negativas
quando chega a hora nos levam ás múltiplas misérias dos mundos inferiores, tão difíceis de suportar.
9. A prática de todos os bodhisattvas é lutar para atingir o seu objectivo,
que é o estado supremo imutável, a libertação eterna,
pois a felicidade dos três reinos só dura um momento,
e logo se vai embora, tal como gotas de orvalho em colinas de ervas
10. A prática de todos os bodhisattvas é desenvolver o bodhicitta,
assim como proporcionar a liberdade a todas os infinitos seres sensíveis,
como seria possível encontrar a verdadeira felicidade enquanto,
as nossas mães que cuidaram de nós através dos tempo, carregam uma dor?
11. A prática de todos os bodhisattvas é fazer uma troca genuína
da felicidade pessoal e bem estar, por todos os sofrimentos dos outros.
Toda a miséria vem da procura da felicidade pessoal só para si,
Enquanto o estado de buda perfeito nasce do desejo do bem dos outros.
12. Mesmo se outros, sob a influencia de um grande desejo, roubarem,
ou encorajarem os outros a roubar todas as riquezas que tenho,
dedicar-lhes totalmente o meu corpo, bens e todos os meus méritos
do passado, presente, e futuro – esta é a prática de todos os bodhisattvas.
13. Mesmo se os outros quiserem cortar a minha cabeça,
embora eu nada tenha feito de mal,
tomar sobre mim rpóprio, com compaixão,
todos os males que eles acumularam – esta é a prática de todos os bodhisattvas.
14. Mesmo que os outros declarem a toda a gente
montes de coisas desagradáveis sobre mim,
retribuir-lhes, falando só bem deles,
com uma mente cheia de amor – esta é a prática de todos os bodhisattvas.
15. Mesmo que os outros exponham os meus erros escondidos ou digam horrores sobre mim, quando discursam em grandes conferências
pensar neles como amigos espirituais e inclinar-se
ante eles com respeito – esta é a prática de todos os bodhisattvas
16. Mesmo que os outros, de quem cuidamos como se fossem nossos filhos, se voltam contra mim e me tratam como inimigo,
olha-los com dedicação e afecto, tal como uma mãe olha o seu filho mal-humorado – esta é a prática de todos os bodhisattvas.
17. Mesmo se outros, iguais ou inferiores a mim em estatuto,
com arrogância, me desprezam, para os homenagear, tal como o faria ao meu mestre,
inclino a minha cabeça perante eles – esta é a prática de todos os bodhisattvas.
18. Mesmo sendo desamparado e ignorado por todos,
fraco devido a uma terrível doença e importunado por espíritos malignos, ainda assim tomar sobre mim todas as doenças de todos os seres e acções nefastas, sem nunca perder a bondade do meu coração – esta é a prática de todos os bodhisattvas
19. Mesmo sendo famoso e reverenciado por todos ,
e tão rico como Vaishravana, o deus da riqueza.
Ciente da futilidade de toda a glória e riquezas deste mundo,
E não ser vaidoso – esta é a prática de todos os bodhisattvas
20. A prática de todos os bodhisattvas é controlar a mente,
com as forças do amor generoso e da compaixão.
Pois a não ser que o adversário real – a minha própria ira – seja derrotada,
Os inimigos exteriores, mesmo que os conquiste, voltarão a aparecer.
21. A prática de todos os bodhisattvas é afastar-se imediatamente
das coisas que levam ao desejo e ao apego.
Pois os prazeres dos sentidos são tal e qual como a água salgada:
Quanto mais os provamos, mais a nossa sede aumenta.
22. A prática de todos os bodhisattvas é nunca alimentar conceitos,
que envolvem as noções dualistas de perceber e ser percebido,
sabendo que todas estas aparências são a própria mente,
cuja natureza intrínseca está para sempre
para além das limitações de ideias.
23.A prática de todos os bodhisattvas é não se agarrar a nada
E quando vê coisas que considera agradáveis ou desagradáveis,
Deve considerá-las como arco-íris num céu de verão –
Aparentemente bonitos, mas realmente desprovidos de qualquer substãncia.
24. A prática de todos os bodhisattvas é reconhecer a ilusão,
sejam eles confrontados com a adversidade ou infortúnio.
E como esses sofrimentos são como a morte de uma criança num sonho,
E é tão cansativo agarrar-se ás percepções ilusórias tendo-as como reais.
25. A prática de todos os bodhisattvas é ser generoso,
sem esperanças de recompensas kármicas ou expectativas de prémios.
Pois se aqueles que buscam a iluminação até dão os seus próprios corpos, será necessário mencionar simples objectos e bens exteriores?
26. A prática de todos os bodhisattvas é respeitar uma ética restritiva,
sem a mínima intenção de continuar na existência samsarica.
Sem disciplina nunca ninguém terá como certo o seu próprio bem estar,
E assim qualquer pensamento de como beneficiar os outros será absurdo.
27. A prática de todos os bodhisattvas é cultivar a paciência,
livre de qualquer traço de animosidade contra alguém,
como qualquer fonte de mal é como um tesouro principesco
para o bodhisattva que deseja ardentemente usufruir da riqueza da virtude.
28. A prática de todos os bodhisattvas é lutar com diligente entusiasmo –
a fonte de todas as qualidades – quando trabalham para o bem de todos os que vivem;
vendo que mesmo os shravakas e pratyekabuddhas, que só se esforçam para eles próprios – dedicam a ele todos os seus esforços, como se urgentemente tentassem extinguir fogos por cima das suas cabeças.
29. A prática de todos os bodhisattvas é cultivar a concentração,
que transcende superiormente as quatro absorções sem forma,
sabendo que as aflições mentais são ultrapassadas inteiramente
ao alcançar com esforço uma intuição interior, acompanhada por uma calma estável.
30. A prática de todos os bodhisattvas é cultivar a sabedoria,
para além das três esferas conceptuais, aliadas aos meios hábeis,
como não é possível atingir o nível perfeito do despertar
só através das outras cinco paramitas, sem a sabedoria.
31. A prática de todos os bodhisattvas é examinar-se
continuamente e livrar-se dos seus defeitos mal eles apareçam.
Pois a não ser que façamos o check in cuidadoso da nossa própria confusão,
Alguém parece evidenciar que prática o Dharma, mas opera contra ele.
32. A prática de todos os bodhisattvas é nunca falar desfavoravelmente
dos que caminham no grande veiculo,
pois se, sobre a influencia das emoções destrutivas,
eu falar das quedas dos outros bodhisattvas, o erro será meu
33. A prática de todos os bodhisattvas é abandonar o apego
aos patronos, à família e amigos,
pois o estudo, a reflexão e a meditação diminuem
quando à discussões e competições por honras e recompensas.
34. A prática de todos os bodhisattvas é evitar palavras duras,
que possam ser consideradas pelos outros desagradáveis
e detestáveis, porque a linguagem ordinária perturba a mente dos seres,
e arruina a conduta do bodhisattva.
35. A prática de todos os bodhisattvas é chacinar o apego
e todas as outras aflições mentais, mal elas emergem,
tomando como armas os remédios apoiados na atenção plena e na vigilância
pois uma vez que as kleshas se tornam familiares, são difíceis de evitar.
36. Resumindo, seja o que for que façamos,
examinemos sempre o estatuto da nossa mente,
sempre em estado de alerta e com atenção plena,
fazer o bem aos outros – esta é a prática de todos os bodhisattvas
37. A prática de todos os bodhisattvas é dedicar-se a atingir a iluminação
toda a virtude ganha ao esforçar-se nesses caminhos,
com sabedoria que purifica as três esferas conceptuais,
podendo assim fazer desaparecer o sofrimento dos seres infinitos
Aqui expus para aqueles que querem seguir o caminho do bodhisattva,
As 37 práticas que devem ser adaptadas pelos herdeiros legitimos dos budas,
Baseado nos ensinamentos dos sutras, tantras, e tratados,
E seguindo as instruções dos grandes mestres do passado.
Como a minha inteligência é pouca e pouco estudos fiz,
Este não é um texto que vá satisfazer os entendidos
Mas como confiei nos sutras e no que os santos ensinaram
Eu sinto que verdadeiramente estes são os treinos autênticos,
dos herdeiros legítimos dos budas
Mas, as ondas enormes da actividade dos bodhisattvas
São difíceis para a mente de uma pessoa simples como eu, de apreender,
E assim imploro a compreensão de todos os santos perfeitos
Por qualquer contradição, irrelevâncias ou outros falhas, nele contidas.
Através do mérito que ganhei, possam todos os seres,
Gerar o sublime bodhichitta, tanto relativo como absoluto,
E através disso, tornarem-se iguais ao Senhor Avalokiteshvara,
Transcendendo os extremos da existência e da imobilidade.
Este texto foi composto numa cave perto de Ngulchu Rinchen pelo monge Thokmé, um professor em escrituras sagradas e dialéctica, para o seu bem e dos outros.

| Dedicatória:
“Just as the Buddhas and the Bodhisattvas have followed the Bodhisattvas’ way of life and benefit sentient beings, may I also follow in their footsteps.”
"Tal como os Budas e os Bodhisattvas seguiram o estilo de vida dos Bodhisattvas, beneficiando todos os seres sensíveis, possamos nós também seguir os seus passos."
Jikmé Khyentse Rimpoche
“As the Buddhas and Bodhisattvas managed to develop a good heart towards all beings, may we also have the capacity to develop.”
"Tal como os Budas e Bodhisattvas conseguiram desenvolver um bom coração para com todos os seres, possamos nós também ter a capacidade de o desenvolver."
Tulku Pema Wangyal Rimpoche
Traduzido por chodon (conceição)
[i] NGULCHU THOGMÉ ZANGPO (1295 - 1369) Mestre celebre da tradição Kadampa, discípulo do grande Buton Rimpoché. Estudou no Mosteiro do Sakya. Transbordava de amor e compaixão para com todos os seres, era humilde e paciente, e quando dava ensinamentos sobre o Bodhicitta, o sofrimento dos seres estava tão presente no seu espirito que as lágrimas lhe rolavam pelos olhos. Acompanhava-o sempre um lobo, que o seguia como um cão fiel e que era vegetariano.
[ii] Madhiamikas, www.Siddhartha's Intent.org - - Gentle Voice : April 2006, ler: How to look for a Guru and be a Student by Dzongsar Khyentse Rinpoche

FAÇA SEU RITUAL DE WESAK






Em qualquer momento 12 horas antes e 12 horas após a LUA CHEIA você pode se sintonizar com todas as energias dos seres espirituais ao redor do mundo que participam do Festival Wesak.

Purifique-se com um banho de ervas , meditação ou um passeio na natureza.
Ouça músicas espirituais
Faça um altar incluindo nele representações dos elementos fogo, terra , ar e água e também figuras ou imagens dos Mestres Ascensos , Buda , Cristo , Yogues ou Anjos.
Coloque flores no altar . Um quartzo rosa também é um bom elemento pois ele é um amplificador do Amor e Sabedoria , expandindo amor e beleza.

Coloque uma tigela de água em seu altar para que ela seja carregada com as vibrações de sua meditação , esta água servirá para usos futuros , aspergindo sobre pessoas e ambientes que precisam de purificação , ou mesmo ser jogada em um rio com a intenção de espalhar as energias do Wesak para todos os seres.
Faça orações, invocações de Luz , cante mantras
Finalmente , faça a seguinte visualização , sozinho ou em grupo.

Visualize-se em um lindo vale , sinta o ar fresco da montanha e sinta seus pés pisando uma grama macia... Inspire profundamente procurando se relaxar , acalmando suas emoções e sua mente...Sinta a paz neste ambiente e dentro de você...
Procure então , com os olhos fechados, se interligar com todos os Trabalhadores da Luz e sinta a presença desses seres ...participe então do chamado magnético que chega para todas Almas . Todos são chamados a reunirem-se no Amor e na Luz , criando então uma energia de paz que circunda todo o  Planeta como uma rede de luz.  Visualize a presença de seu Mestre, Arcanjos , e receba e transmita as poderosas energias espirituais que Eles enviam  em benefício de toda a Humanidade .
Visualize essa energia em sua cabeça e no centro de seu coração.  Esse nivel de luz e amor chegam em sua Alma e em sua personalidade. Sinta-se banhado de Luz .
Conclua a visualização com um grande OM...



Festival de Wesak – Lua Cheia de Touro



O festival de Wesak – Também conhecido como o Festival da Iluminação é o Festival de Buda, o intermediário entre o Centro Espiritual mais elevado, Shambala, e a hierarquia. Buda personifica a expressão da Sabedoria de Deus, da Luz, é Indicador do Propósito Divino. É o grande Festival do Oriente e um dos mais importantes festivais da Lua Cheia. Este Festival ocorre quando o Sol está no signo de Touro. Wesak é uma festa da libertação do despertar e da transfiguração, a jornada de volta ao lar. Promove uma ponte entre a humanidade e espiritualidade, e o equilíbrio entre o Eu Inferior e Superior.


A Lua na Astrologia significa o inconsciente, o porão, como também, nossa ligação com o passado e emoções, quer sejam boas ou ruins. É através do signo lunar que descobrimos como reagimos frente às circunstâncias da vida, emocionalmente. Quando o grande luminar, o Sol, ilumina plenamente a Lua, é um indicativo de um alinhamento livre entre nosso Planeta – o Sol – e o “Centro Solar” a fonte de energia de toda nossa terra, e neste momento podemos iluminar as sombras.Nesta fase de Plenilúnio podemos fazer uma aproximação mais definida com Deus e o Amor, Poder e Sabedoria, centralizados em nosso coração, representados pela chama trina que fica em evidência quando meditamos. É positivo que em toda Lua Cheia, pudéssemos nos alinhar com as forças cósmicas superiores através de nossos Mestres e anjos, como também da hierarquia da grande Fraternidade Branca, a fim de entrarmos em contato com a essência deste evento mensal.



fonte:desconhecida

FESTIVAL DE WESAK 2012






SINCRONIA
Prepare-se para o Festival de Wesak

Das 14h27 de quinta-feira 3-5-12 até 15h03 de sexta-feira 4-5-12, horário de Brasília, a Lua quase Cheia de Libra está em trígono com Vênus, oposição a Mercúrio e conjunção com Saturno. No mesmo período, Vênus e Mercúrio estão em sextil.

Aproxima-se a Lua Cheia mais importante do ano, o Festival de Wesak, o momento anual em que o Senhor Buda faz sua aparição no planeta Terra infundindo ânimo a nossa preguiçosa humanidade para que continuemos nossa eterna busca de luz.
Por isso, a normal tensão de toda Lua Cheia é multiplicada por fatores infinitos.
O que fazer com essa tensão? Esta não é apenas a melhor, mas talvez a única pergunta que se deve fazer a este respeito.

Como nossa humanidade está decididamente focalizada abaixo do diafragma, a tensão produzida pela elevação cósmica deste evento de impressionante magnitude é normalmente traduzida como uma busca mais frenética do que o normal por satisfação sexual.

 Porém, não é a melhor forma de tratar este evento, com certeza; nada contra a sexualidade, mas cada coisa em seu devido lugar, e um lugar certo para cada coisa.
Nossa espécie humana precisa de um mundo melhor no qual desenvolver suas capacidades e não será através da sexualidade que conseguirá isso, mas elevando sua alma e mente o máximo possível para atingir intuitivamente o Plano que está em andamento e, a seguir, decidir participar ativamente desse.

Todo ano, durante o Festival de Wesak, a Lua Cheia de Maio, nosso planeta, o Sol e a Lua se alinham com certas estrelas das constelações das Plêiades e também de Canis Major, produzindo-se um fluxo de informações cósmicas que sobrelevam nossas preocupações normais.

Para apreciar esse fluxo é imprescindível purificar mente, emoção e corpo, de modo que as informações cheguem à consciência com mínima distorção.

Nesse sentido, aproveite este período para purificar o ânimo dos relacionamentos, exigindo menos, abstendo-se de fazer cobranças e definindo um espírito conciliador, pois, pessoas que se entendam melhor terão mais capacidade de canalizar a tremenda energia espiritual que é derramada no planeta e em nossa espécie durante esta Lua Cheia.

Afinal, as dimensões cósmicas não dependem de indivíduos para se manifestar, mas de grupos de humanos em sintonia.
De: Quiroga - O Astrólogo





terça-feira, 1 de maio de 2012

CHUVA DE OURO DAS PÉROLAS DE KUAN YIN




CHUVA DE OURO DAS PÉROLAS DE KUAN YIN

Mensagem de Mestre Sananda e Mestre Melquisedeque
Canalizada por Elsa Farrus em 21 de março de 2012



Nestes dias milhares de pérolas douradas de luz se projetam sobre vocês, nas próximas horas entra uma grande quantidade de energia solar que lhes permitirá fluir melhor nas mudanças; cada uma destas esferas é nano segundos em que vocês poderão decidir de novo.

Vamos lhes explicar com maior clareza: vocês são seres que vão se acostumar às novas energias, aos novos parâmetros de espaço/tempo, ou ao não tempo; pois bem, a aceleração que vocês creem experimentar nestes dias ainda irá aumentar, até que compreendam a grande quantidade de coisas e decisões que os fizeram pensar que ficaram para trás em poucos meses.

Somente é exaustivo para sua mente, porque se estiverem fluindo com as mudanças, seu coração se sentirá mais jovial e mais dinâmico e cada vez mais terão tempo para fazer mais coisas.

Quando falamos de chuva de pérolas de ouro de Kuan Yin, referimo-nos a uma grande radiação solar que vem para vocês e desperta o pólen de Maya Gaia, como a primavera desperta o pólen na natureza.

Todo o conjunto de Flores de maya está abrindo sua energia para carregar de essência esta radiação. Por isso é muito importante que não se esqueçam de se alinhar nestes dias, que compreendam que quando vocês estão em seu eixo, em seu prana, as coisas acontecem de maneira sincrônica; do contrário, vocês permanecem na espera até que sua vibração lhes permita alcançá-lo.

Recordem a frase: "tudo lhes será revelado", pois se trata disso, tudo permanece no espaço/tempo, flutua e se cria ao mesmo tempo, mas somente é descoberto ou visto se se olhar na direção correta, senão é como permanecer ao seu lado esperando que dê a volta...

Não precisam de grandes aparatos, não precisam de grandes iluminações, só precisam estar despertos e cuidar de si mesmos, em equilíbrio, somente isto abre o livro da vida; somente isto lhes ajudará a ver de novo, porque estarão na posição correta. De agora até o alinhamento de maio é muito importante que assumam a responsabilidade de seu corpo físico e de seu dia a dia; se cada ser ocupar seu lugar, todos estarão em sua vida, em cada instante e todos encontrarão o necessário a cada nano segundo.

Por isso os convidamos a realizar este belo exercício que nos propõe a Amada Kuan Yin, para ir integrando esta chuva de estrelas ou de bolas de ouro em seu interior...

Respirem fundo três ou quatro vezes e sintam como um lindo raio esmeralda sobe do núcleo da Terra, como se pudessem ver o interior de Gaia. Respirem e imaginem um grande cristal de luz, que desde o núcleo de Gaia lhes envia um lindo raio de luz verde que sobe em vertical até vocês, pouco a pouco, e que chega à sola de seus pés, um pouquinho antes, entrando em contato com seu chakra estrela de Gaia.

Uma vez aí respirem três vezes e verão como a luz verde começa a girar sobre si mesma, formando um belo triângulo plano, sobre o que vocês estão sentados, de um tom verde.

Respirem de novo três vezes e sintam como no meio de suas pernas, desde o chakra base, um tubo de luz branca nasce a partir de vocês e passa pelo meio desse triângulo até se conectar com o cristal esmeralda do núcleo da Terra.

Enquanto respiram, vejam como este cristal envia um grande clarão de luz branca que sobe pelo interior da luz verde, e, em torno de vocês, de suas pernas e seu corpo, vai se abrindo uma flor imensa que, aos poucos, os vai deixando dentro de seu centro e os envolve aberta, como se os acolhessem, é uma das rosas de maya: pode tomar quase a forma de uma flor de lótus, e milhares de tons a nutrem, cada uma das bordas de suas pétalas alcançará uma tonalidade.

Respirem entre nove e as vezes que sentirem necessário, e quando a flor tiver se expandido, sentirão como seu centro começa a brilhar com luz dourada; essa energia começará a se elevar e os acompanhará na vertical, deixando-os dentro de um cilindro de luz dourada, como se todos vocês fossem uma grande coluna de luz, de milhares de pontinhos de luz dourada que os cercam e os invadem por dentro.

Respirem de novo nove vezes...

E quando sentirem isto, olhem para cima, como se elevassem um pouco seu olhar, mesmo que estejam de olhos fechados, e visualizem um grande sol em cima de sua cabeça.

Ele pode estar longe, inclusive no cosmos, mas está em linha reta com seus chakras; e vocês sentem como se desse Sol descesse um sem-fim de bolinhas ou esferas de luz, em vertical, que permite, ao entrar em contato com vocês, que as bolinhas de luz dourada que os rodeavam ou estavam em seu interior despertem brilhando ainda mais, como se fossem iridescentes...

À medida que entram mais esferas de luz em seu prana e passam pelos seus chakras, elas se enchem de mais e mais de energia, e as que os rodeiam se ativam iluminando sua cor para um ouro imensamente brilhante. Pode ser que em um dado momento até se vejam como uma figura dourada, e sintam como essa luz se expande, através de seu corpo, por todo o planeta, como se vocês estivessem sentados em cima de uma flor, na crosta de Gaia, e um halo de luz dourada os unisse, com milhares de pontos brilhantes...

Permaneçam aí respirando o tempo que desejarem, não tenham medo se sentirem-se flutuar, e quando decidirem, respirem fundo três vezes. E sintam como de suas pernas saem umas lindas raízes douradas que se fixam no núcleo de Gaia.

Respirem de novo várias vezes e deem graças por este alinhamento de consciência que lhes permitirá serem mais vocês mesmos...

Podem realizar este exercício mais de uma vez se desejarem, mas uma vez por dia no máximo, para deixar que se plasmem os resultados de maneira automática, que a nova realidade se configure.

Deixem-se se surpreender por este belo presente.
Mandamos um abraço desde o sol de Alcione,
Sananda e Melquisedeque.


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Obrigada a todos por difundir gratuitamente esta mensagem e por tudo de bom deste tempo que vivemos, que tenham um dia feliz... Elsa
Fonte: http://escritores-canalizadores.blogspot.com.br/
Tradução: SINTESE
http://blogsintese.blogspot.com/

Japonesas usam oração para enfrentar o câncer de mama


Monumentos do mundo inteiro estão ganhando iluminação rosa como parte da campanha “Outubro Rosa”, que procura aumentar a consciência em relação ao câncer de mama e obter recursos para pesquisas da causa, prevenção e cura.

Aqui no Japão a preocupação com a saúde dos seios não vem de hoje... Em 1678, o país ganhou um templo dedicado à Chichigamisama, a deusa dos seios. Ela é responsável pelos bons partos, boa produção de leite e principalmente pela cura de doenças de mama..

Templo Karube


Para alcançar a graça, basta pendurar nas paredes do altar do templo reproduções dos seios e mensagens explicando o pedido, para que a deusa possa ligar “o peito à pessoa”. Hoje em dia, a grande parte das devotas vai ao templo em busca de uma ajudinha divina no combate ao câncer de mama, mas há também pedidos curiosos. Algumas desejam aumentar o tamanho dos seios e outras bustos mais firmes.


O templo Karube fica na pequena cidade de Soja, na província de Okayama, e recebe todos os anos uma multidão de adoradores.

Este não é o único templo do tipo no Japão. Achi também tem um espaço sagrado para os seios, desde 1492... É o Mama Chichi Kannon, dedicado à deusa budista Kannon – protetora dos recém-nascidos e do aleitamento. É... as mulheres por aqui não recorrem a canjica ou a cerveja preta, mas à deusa, que também deu origem a marca de câmeras fotográficas Cannon.


É claro que ninguém aqui dispensa os cuidados médicos. O Japão tem hospitais modernos e tratamentos de última geração, mas já é comprovado cientificamente que pensamento positivo, uma oração e reza forte ajudam na superação dos momentos difíceis.



A Vasta e Inconcebível Compaixão de Kwan Yin







"Ó Grande Bodhisattva Kwan Shi Yin, vasta e inconcebível é a vossa compaixão para com todos os seres. A nossa gratidão não pode compreender plenamente nem expressar a magnitude de tuas generosas bênçãos. Contemplamos com devoção teu corpo de brilhante luz, radiante como a lua crescente de outono, teus adornos místicos, em sua mão direita o vaso da água compassiva e em sua mão esquerda o poderoso ramo de willow gotejante, teus pés de lótus perfumado acima do mar das misérias.


Devido ao teu Voto de Imensa Compaixão, com o doce orvalho que esparges do teu vaso, alivias os sofrimentos dos seres sempre e em toda parte, ouvindo as preces de todos aqueles que clamam por ti.






Ó Kwan Yin, Senhora da Misericórdia,


Presença Amorosa,


Eterna Protetora,


Gentil Compassiva,


Escuta o nosso chamado agora e venha nos conceder teu precioso e eficaz auxílio. Somos seres que navegamos há incontáveis vidas no oceano de sofrimentos de samsara e precisamos da tua orientação para atingirmos com segurança a outra margem da Iluminação.


Mãe de Amor e Compaixão, conceda-nos a tua sabedoria,


Rogamos por tua presença amável, doce e gentil, transbordante de Compaixão, trazendo alívio ao sofrimento de todos os seres.


Rezamos para que Derrames teu Amor e Compaixão, sobre as muitas áreas do planeta onde os seres estão feridos, desabrigados e morrendo, seja por mudanças climáticas, guerras ou outros desastres, afim de que todos possam ver e sentir a energia da tua Compaixão, dando-lhes força e conforto.


Rezamos para que todos os corações endurecidos derretam-se na presença da tua


compreensão compassiva.


Rezamos para que as águas da benção e compaixão que derramas sobre a terra nutram as sementes da natureza de Buddha em todos os corações, criando jardins de beleza dentro de todos os seres vivos.


Ajude-nos a ver a humanidade através dos teus olhos,


Ajude-nos a conduzirmos todos os seres ao teu coração de imensa Bondade,


Ajude-nos a brilharmos como um farol na noite para trazer a Luz do teu Amor incansável à todos os que sofrem. Permita que todos nós sejamos um canal da tua bondade amorosa.


Que o teu Lótus de Amor Compassivo possa florescer em todos os seres e que realizemos o estado de Iluminação."




.por Sociedade Lotus Branco.

Aos Filhos de Kwan Yin/Kannon









Este  Templo Virtual, Vale Sagrado de Kwan yin   foi criado e dedicado à Divindade Kwan yin/Kannon.




Que a energia de Kwan Yin possa invadir a todos que por aqui passarem como um perfume que se sente mesmo de longe e possamos receber essa energia amorosa .


Há uma confiança implícita na graça salvadora e poderes curadores de Kuan yinA invocação de seu nome a traz imediatamente ao lugar do chamado.Um dos mais famosos textos associados a bodhisattva, o antigo Sutra do Lótus, cujo vigésimo quinto capítulo,dedicado a Kwan yin.


Invocamos o poder e a misericordiosa intercessão da Bodhisattva com o mantra NA MO KUAN SHI YIN PU SA-Espero que neste espaço possamos cultivar o amor, a amizade, a compaixão e o desenvolvimento espiritual guiados pela luz Kwan yinSeja qual for seu caminho, se for em direção à Luz,vamos caminhar juntos!
Corujinha do Vale / Silvia Montone
Uma humilde seguidora de Kwan yin

Kannon




Avalokitesvara em sânscrito. De acordo com a origem do nome, é uma divindade tanto masculina, quanto feminina que, observando todas as leis regentes do Universo, salva livremente os povos. Dessa forma, quando seu nome é pronun­ciado, prontamente vem em socorro daquele que O invocou. Dependendo do auxílio solicitado, pode manifestar-se de forma diferente em qual­quer parte do mundo. É reverenciado desde tem­pos remotos especialmente no mundo oriental. Sempre responde às necessidades imediatas, quer dizer, àquilo que o ser humano está, de fato, preci­sando no momento. 
Kanzeon: o mesmo que Kannon. Na verdade, é uma das denominações de Avalokitesvara.
 Poder de Kannon
              Myochi            


Desde antigamente, ouve-se falar do poder de myochi, parte integrante da potencialidade divina de Kannon. Nota-se também nunca ter sido mencionada em palavras claras a força de Amita, divindade lunar, a mais importante do mundo búdico, durante a Era da Noite. Da mesma forma, nunca se fez referência específica aos prodígios de Sakiyamuni ou de Dharma[1], fundadores, respectivamente, do Budismo e do Zen-budismo.   É, pois, bastante misterioso que a expressão "poder de" esteja relacionada somente a Kannon. Deve haver, portanto, alguma razão divina muito especial para que assim aconteça. Além disso, não existem quaisquer documentos nem relatos da tradição oral explicando o porquê da expressão "poder de Kannon".            
Eu mesmo há tempo, tinha dúvidas com respeito a essa questão; porém, à medida que fui aprofundando a minha fé, comecei a entender corretamente a lógica de Deus; por isso, quero agora esclarecer este assunto a vocês todos.  
Também permanecia com outra dúvida relacionada a Bodhisattva Kannon. Sempre as pessoas me perguntavam se era uma divindade masculina ou feminina. De fato, manifesta-se, ao mesmo tempo, como homem e mulher, numa dualidade inseparável intimamente relacionada ao poder que possui.

            Significado do poder de Kannon
              Desde a antiguidade, sabe-se da existência de duas forças distintas, yang(homem) correspondente ao fogo que queima verticalmente; yin (mulher), relacionada à água que corre horizontalmente. Durante toda a Era da Noite, ambas essas tendências permaneceram separadas; agora chegou o momento de elas se unirem através do cruzamento da verticalidade com a horizontalidade, formando uma cruz. O que Eu estou dizendo significa a transformação do mundo da Noite para o Dia, em conseqüência do aumento de intensidade da Luz, resultante da fusão de fogo e água. Assim, então, quanto maior for a quantidade de kasso (fogo) mais forte será a luminosidade; por isso Eu afirmo que no mundo do Dia, devido ao aumento da quantidade de kasso, a Luz fica mais potente.
              Da mesma forma, quando Bodhisattva Kannon transforma-se em Komyo Nyorai, está, de fato, manifestando o ponto de cruzamento entre o vertical e o horizontal, de onde surge a verdadeira força da da Luz de Deus (= poder de Kannon). 
            É interessante também analisar o ideograma que simboliza poder. Nele, a linha horizontal cruza ao meio com a linha vertical; depois dobra à direita e, repentinamente, dispara em direção ao alto.
Significado: no ponto de cruzamento surge uma força que vai girar da esquerda para a direita, como os ponteiros do relógio.             Esse ideograma contém, portanto, o sentido profundo de tudo que acabei de lhes dizer.              Verdadeiramente, então, somente Bodhisattva Kannon possui a dualidade - vertical, horizontal - cuja união gera a poderosa força da Luz de Deus.  O costume de recitar, repetidas vezes, em forma de prece as palavras "Nenpi Kannon Riki..." (poder de Kannon...) está fundamentada nesse mesmo princípio, qual seja, o aspecto dual da essência divina de Kannon.    
Transformação de Bodhisattva Kannon em Komyo Nyorai
               Bodhisattva Kannon, depois de transformar-se em Komyo Nyorai, manifestou-se como Miroku, com um poder trino: de fogo, de água e de terra.              Conforme já falei antes, a Luz resulta da união do fogo e da água. Entretanto, somente a junção desses dois elementos limitaria o trabalho de Kannon deixando-o restrito ao espírito. Com o acréscimo da terra[2], entra também a ação do corpo físico; como conseqüência, manifesta-se aquele poder trino representado pela Bola de Luz denominada mani cujo significado é força capaz de realizar todas as vontades.
            Miroku pode, por isso, ser entendido como cinco, seis, sete (5, 6, 7) em que cinco (5) corresponde a fogo, seis (6) à água e sete (7) à terra.
        Simpatia por Kannon
  Freqüentemente as pessoas, tanto de fora, quanto adeptos querem saber se, para chegar ao nível de Grande Mestre, Eu tive, desde o início, uma fé bastante fervorosa em Kannon. Já se tornou um hábito todos me fazerem idêntica pergunta.  
Maior surpresa lhes causo, porém, ao responder-lhes que Eu não tinha fé alguma em Kannon, mas apenas Lhe devotava uma simpatia muito especial pelo fato de apresentar feições sere­nas, aparência atraente e delicada, mostrando-se, ao mesmo tempo, uma figura pomposa, cheia de graça e perfeição. É sempre dessa forma que Kannon se apresenta, sendo também assim reverenciado nas várias tendências do Budismo. Permanece, contudo, acima de todas elas, sem tomar nenhum partido.
  
            Presença de Kannon
  Eu me surpreendi bastante ao saber que o espírito de Kannon está constantemente ao meu lado e, também pelo fato de, a partir dessas informações, inúmeros milagres terem começado a ocorrer na minha vida, todos eles relacionados a Kannon. À medida que o tempo adequado for chegando, anunciarei aos poucos tais manifestações prodigiosas. Uma dessas ocorrências extraordinárias a mim relacionadas foi o conhecimento de que a essência de Kannon é Izunome no Kami. Fiquei sabendo também mais estas particularidades: num determinado período, visando à salvação da humanidade, Izunome se manifestou camuflado em Kanzeon Bosatsu; mais tarde, retornaria ao mundo divino, para ocupar o seu trono original. Pelo fato de Kannon ter permanecido ao meu lado desde 1925, acompanhando-me de perto, comecei, a partir daí, a tomar conhecimento de diversas verdades sobre o presente, o passado e o futuro. Ele também me ordenava o cumprimento de alguns planos sem explicar-me com detalhes o porquê de suas determinações. Dispunha, então, livremente do meu corpo para pôr em prática o trabalho de salvação da humanidade.  Kannon ainda continua me utilizando como veículo para concretizar o plano de Deus. Por essa razão, posso afirmar que hoje sou um Grande Mestre não pela minha fé em tão poderosa Divindade, mas pelo fato de ser usado por Ela como instrumento em prol de um grande trabalho de ajuda a todos os meus semelhantes.  
Na verdade, sou um substituto de Kannon no mundo. Ele, entretanto, age como dono e senhor; dispõe de mim da maneira que melhor Lhe aprouver, sem que Eu tenha a liberdade de decidir sobre o que e como fazer. Simplesmente manifesta, através de mim, o poder de Sua misteriosa sabedoria (myochi), sem obstáculos nem limites. Por isso, sob esse ponto de vista, Eu não desfruto daquela autonomia segundo o conceito das pessoas comuns. Em compensação, usufruo plenamente da Grande Liberdade compartilhada apenas por aqueles que se submetem à inteira vontade de Deus. É um estado peculiar da minha alma, difícil de ser traduzido em palavras e, por isso, a maioria das pessoas não tem capacidade nem para imaginar como esses fenômenos acontecem.
 Relacionamento com Kannon Como há muita gente interessada em saber qual é a relação entre mim e Kannon, a partir de agora vou explicar. Comecei a seguir a religião Oomoto em 1918, mas, devido a certas circunstâncias, afastei-me durante um período de mais ou menos cinco anos.  Em 1923, retornei. Cerca de seis meses mais tarde, fui procurado por um topógrafo desejoso de informações sobre a Oomoto que, na época, se expandia rapidamente. Em meio à conversa, olhando-me fixamente no rosto, perguntou-me se a doutrina tinha alguma ligação com Kannon.  Respondi-lhe negativamente dizendo-lhe que a Oomoto era xintoísta e Kannon, budista. Insistindo no assunto, afirmou O estar vendo à minha direita. Na verdade, como o topógrafo possuía a faculdade da vidência, a sua visão espiritual se abriu naquele momento e ele foi capaz de perceber a presença de Kannon ao meu lado. A seguir ainda me disse tê-Lo visto me acompanhar quando me levantei para ir ao banheiro; voltou depois junto comigo e permaneceu sentado próximo a mim.  Para ter certeza, pedi-lhe mais alguns detalhes e ele respondeu que a Divindade estava de olhos fechados; o rosto e o corpo eram exata­mente iguais aos dos desenhos ou esculturas. Após esse nosso primeiro encontro, sempre que o topógrafo pensava em vir à minha casa, Kannon lhe aparecia repentinamente.  Ao saber desses fatos, fiquei um pouco intrigado, pois, até então, jamais havia imaginado me devotar a Kannon. A partir daí, começaram ocorrências misteriosas que me levaram a admitir uma ligação mais íntima entre Kannon e mim.  Certo dia, um dos membros da Oomoto disse ter visto uma espécie de remoinho acima da minha cabeça, no centro do qual estava Kannon trazendo às costas uma cruz.  Naquele momento, não me fora possível entender o significado de tão estranha visão. Logo depois, contudo, fui vítima de uma séria perseguição religiosa que me causou enorme sofrimento. Compreendi assim o sentido da vidência: Eu fora colocado no meio de um tufão e deveria enfrentar uma luta bastante renhida.  Cerca de três meses mais tarde, várias divindades começaram a manifestar-se por meu intermédio, entre elas, Izunome, a essência de Kannon. Foi Ele quem revelou que Eu seria usado como instrumento para realizar a grandiosa missão de salvar a humanidade.  


[1] Dharma (ou Daruna em japonês), missionário budista indiano. Pregou o Zen-budismo na China em 526.
[2] Esse elemento terra é representado pelo corpo de Meishu Sama.



Kanzeon Bosatsu - A Deusa da Misericórdia




Hoje gostaria de falar um pouco sobre de Kanzeon Bosatsu, uma das principais divindades do budismo, também conhecida por Kannon. Em chinês é chamada deKuan Yin. Da mesma forma que Nossa Senhora representa o espírito que guia a Igreja Católica Apostólica Roma, para os fiéis do budismo esse espírito é representado por Kuan Yin.

De acordo com uma lenda chinesa maravilhosa, no momento em que estava pronta para entrar no Nirvana (Céu), Kuan Yin ouviu um clamor cheio de angustia que vinha da Terra, e, comovida de piedade, parou quando os seus pés tocavam o glorioso limiar. Daí o seu nome "Kuan Yin" (uma pessoa que se conscientiza ou, ouve o clamor, ou prece, do mundo).

Kanzeon Bosatsu é chamada abreviadamente de Kannon, mas ela não é um ser humano. É um ser búdico que, captando o “som da mente das pessoas”, ou seja, a vibração mental, faz manifestar aquilo que as pessoas desejam. E os homens recebem de Kannon também a vida. Por isso, está escrito o seguinte na Sutra Kannon: “Se uma mulher reverenciar e cultuar Kanzeon Bosatsu e desejar ter um filho varão, gerará um menino bem-aventurado e inteligente. Se desejar uma menina, certamente gerará uma menina bela de rosto e corpo, que será benquista por todos, por ter acumulado virtudes nas vidas anteriores”.

Na Sutra de Kannon está assim escrito: "Honrado do mundo, possuidor de todos os sinais sutis, novamente permita-me perguntar sobre os relacionamentos desta criança, Buda: Por que razão é chamado de Kanzeon? E Buda respondeu: 'Ouçam! Kannon pratica o bem em todos os locais e direções. Fez um voto vasto e profundo como os oceanos, inconcebível na sua eternidade. Foi ao servir infinitos Budas que despertou para esse juramento de grande pureza, deixe-me brevemente explicá-lo: Quem ouve seu nome, vê sua presença e o mantém permanentemente no coração e na mente poderá terminar com as tristezas da vida."

Quando estiver diante de um perigo, chame por Kannon.
Na Sutra do Lótus consta: “Se a pessoa estiver diante de um perigo, pronuncie o nome de Kanzeon Bosatsu, que o perigo desaparecerá e será salva”. É inegável que uma pessoa que tenha fé em Kannon estará sempre protegida.


sábado, 28 de abril de 2012

Ser zen




Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada. 
Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.
Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento.
O guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.
Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro­passado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência.
Autora: Monja Coen
Fonte: Livro - Sempre Zen
Editora: Publifolha

Poemas do Sutra da Flor de Lótus



Estes dois poemas do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa são lidos diariamente durante o serviço matinal nos mosteiros.
Δ Poema do Portal Universal de Kanzeon Bodisatva

Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa (Verson XXV)
(Myôhôrenguekyô Kanzeonbosatsu Fumonbongue) 
Ο Honrado do Mundo, possuidor de todos os sinais sutis,
Novamente permita-me perguntar sobre os relacionamentos desta Criança-Buda. Por que razão é chamada de Kannon?
e Buda respondeu:
Ο Ouçam! Kanzeon pratica o bem em todos os locais e direções.
Fez um voto vasto e profundo como os oceanos, inconcebível na sua eternidade.
Foi ao servir infinitos Budas que despertou para este juramento de grande pureza.
Deixe-me brevemente explicá-lo:
Quem ouve seu nome, vê sua presença e sempre o mantém no coração e na mente, poderá terminar com as tristezas da vida.
Se alguma força do mal o jogar numa fogueira,
pensar no poder de Kannon, transformará a fogueira em água.
Se no grande oceano, entre perigos de peixes, dragões e demônios,
pensar no poder de Kannon, as ondas não o poderão submergir.
Se do topo do Monte Sumeru, pessoas quiserem empurrá-lo,
pensar no poder de Kannon, o fará pousar estaticamente, assim como o sol.
Se perseguido por seres ferozes e jogado do Monte do Diamante,
pensar no poder de Kannon, fará com que nenhum fio de cabelo seja tocado.
Se encontrar loucos com espadas querendo feri-lo,
pensar no poder de Kannon, todos os seres insanos se dirigirão à bondade.
Se encontrar sofrimento imposto pelas leis, a vida para ser executada,
pensar no poder de Kannon, faz com que a arma de execução se parta em pedaços.
Se aprisionado, encurralado, acorrentado, pernas e braços algemados,
pensar no poder de Kannon, o libertará completamente.
Se for encantado ou envenado, alguém quiser ferir seu corpo,
pensar no poder de Kannon, tudo reverterá à pessoa de origem.
Se ameaçado por hakshanas malvados, dragões venenosos e demônios,
pensar no poder de Kannon, fará com que ninguém possa feri-lo.
Se perseguido por bestas ferozes, presas aguçadas e garras apavorantes,
pensar no poder de Kannon, instantaneamente ao som de sua voz, eles fogem.
Trovões e raios, tempestades e furacões,
pensar no poder de Kannon, todos se dispersam.
Se vivos, porém esmagados e pertubados, oprimidos por dores infinitas,
Kannon, com o poder de sua sabedoria maravilhosa, poderá salvar este mundo do sofrimento!
Perfeito em poderes sobrenaturais.
Praticando amplamente com sabedoria e tato.
Nas terras do universo não há um lugar onde não se manifeste.
Todos os estados negativos da existência, inferno, fantasmas, animais, sofrimentos de nascimento, velhice, doença e morte,
Todos gradativamente serão terminados!
Verdadeiro observar, observar sereno,
observar de sabedoria de longo alcance,
observar de misericórdia,observar de compaixão.
Tanto esperado, tanto esperado!
Pura e serena em radiância.
A sabedoria do sol destruindo as escuridões, controlador de tempestades e incêndios, que ilumina todo o mundo, lei de piedade, tremor do trovão!
Compaixão maravilhosa, como uma grande nuvem,
caindo simultaneamente chuva espiritual como néctar,
apagando as chamas da tristeza!
Em disputas frente a um magistrado, ou com medo no campo de batalha,
se pensar no poder de Kannon, todos os seus inimigos se renderão!
Ο Sua é a voz maravilhosa, voz de observador dos sons do mundo,
voz de Brahman, voz de maré crescente, voz de todo o mundo!
Sempre para ser relembrada, sem nenhum pensamento de dúvida.
Observador dos lamentos do mundo, puro e santo,
em dor, tristeza, morte e calamidade,
capaz de ser alívio e salvação íntegros.
Perfeito em todos os méritos,
com olhos de compaixão, observando a todos.
Infinito oceano de bênçãos! Quiçá poder reverenciá-lo.
Então o Bodhisatva Protetor da Terra
levantou-se e indo em frente a Buda, disse:
Ο “Honrado do Mundo!
Saiba que não são poucos os méritos daqueles
que ouvirem sobre as atividade superiores
e os poderes transcendentais, em todas as direções,
do Bodhisatva Kannon aqui entoados.”
• Ao escutar a explicação de Buda,
os oitenta e quatro mil presentes na Assembléia
elevaram seus corações à Iluminação incomparável obtendo a mente
• ANOKUTARA SAN MYAKU SAN BODAI Δ
Δ Poema da Longevidade do Tathagata

Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa (Verso XIII)
(Myôhôrenguekyô Nyorai Juryôhon Gue)
Ο Desde que obtive a Iluminação,
os kalpas pelos quais tenho passado,
são infinitos milhões de miríades
de kotis de anos asam-khyeya.
Incessantemente prego a Lei e ensino
incontáveis kotis de criaturas
a entrar no Caminho de Buda.
Tudo isto por kalpas incomensuráveis. Ο
A fim de salvar todos os seres,
por métodos táticos, revelo Nirvana.
Verdadeiramente ainda não estou extinto
estou sempre aqui pregando a Lei.
Estou aqui eternamente,
usando poderes extraordinários
de forma que todas as criaturas deludidas,
embora eu esteja próximo não possam me ver.
Quase todos me tendo como extinto,
em toda a parte cultuando minhas relíquias,
ardentemente querendo me ver
e criando corações sedentos de esperança.
Quando todas as criaturas, tendo acreditado e servido,
justas de caráter e gentis de mente,
desejando ver Buda de todo o coração,
ainda que isto custe suas próprias vidas,
Eu e toda a minha Sangha aparecemos juntos
no Divino Pico do Abutre.
Então direi a todos
que minha existência é eterna neste mundo.
pelo poder de métodos táticos,
revelo o extinto e o não-extinto.
Se em outros lugares houver seres honrados,
aspirantes cheios de fé,
novamente entre eles estou
pregando a Lei Suprema.
Você, sem conhecimento
me toma como extinto.
Observo todos os seres
afundando no mar do sofrimento,
Por esta razão não me revelo
mas os faço aspirar.
Quando seus corações estiverem desejando ardentemente,
apareço para pregar a Lei.
Com poderes penetrantes, extraordinários,
através de kalpas asam-khyeya,
estou sempre no Divino Pico do Abutre
e em qualquer outra morada.
Quando todos, no final dos kalpas,
pensarem que tudo está em chamas,
saiba que tranquilo é o meu reino.
Repleto de seres celestiais,
Parques e muitos palácios adornados,
com todas as espécies de jóias.
Árvores preciosas repletas de flores e frutos
onde todas as criaturas se deleitam.
Todas as divindades tocando tambores celestiais
fazendo música através da eternidade,
Chovendo flores man-darava em Buda
e em sua grande Assembléia.
Minha Terra Pura jamais será destruída.
Mesmo assim todos a enxergam como se consumida em chamas.
Aflições, terrores e desgraças
apoderam-se das vidas das criaturas errôneas.
Devido ao seu carma negativo,
através de kalpas asam-khyeya.
Não compreendem os Três Tesouros.
Mas todos os que acumulam méritos,
são gentis e de natureza correta,
todos estes vêem que existo
e estou aqui esclarecendo a Lei.
Em tempos, prego para toda esta multidão
que a vida de Buda é eterna.
Àqueles que vêem Buda em sua essência,
prego que um Buda é raramente encontrado.
É tal o poder de minha sabedoria
que minha sagacidade é de um brilho irradiante.
Minha vida é de incontáveis kalpas,
resultado de méritos há muito cultivados.
Vocês, de mente perspicaz,
não tenham a menor dúvida.
Ο Acabem com as dúvidas completamente,
visto que as palavras de Buda
são verdadeiras, não falsas.
Como o médico de grande aptidão
a fim de curar seus filhos insensatos,
embora ainda vivo, anunciasse sua morte.
Eu, pai deste mundo,
também não serei culpado de falsidade,
Pai que cura toda miséria e aflição,
Ο para o bem das pessoas deludidas,
embora verdadeiramente vivo,
anuncio minha extinção
receando que se sempre me vissem,
deixariam tomar-se pela arrogância,
seriam dissolutos e se prenderiam aos cinco desejos,
caindo nos caminhos do mal.
Eu, eternamente conhecendo todos os seres,
aqueles que seguem e não seguem o Caminho,
de acordo com os princípios corretos de salvação,
esclareço a Lei a todos,
• Sempre mantendo este pensamento:
“Como posso fazer com que todos os seres
• penetrem o Caminho Supremo e rapidamente
realizem Iluminação?” Δ

Monja Isshin Havens, Oshô – Soto Zen Budismo


Zen Budismo


Uma das formas de budismo japonês mais conhecidas no Ocidente é o Zen Budismo, principalmente através de 2 escolas: a Rinzai e a Soto.

Atualmente, a Soto Zen está localizada no Templo Busshinji  (do Coração do Buda), inaugurado em 1994 e que também sedia aComunidade Budista Soto Zenshu, que atende os interessados na religião, na ética e na estética Zen.

                                               Templo Busshinji -Liberdade SP


Zen ou Zen-budista é o nome japonês da tradição Ch'an, surgida na China, e associada em suas origens ao Budismo do ramo Mahayanasânscrito Mahāyāna, "Grande Veículo", síntese doutrinária dos ensinamentos do Buddha Śākyamuni, ou Gautama Buddha, realizada por diversas escolas budistas por volta do século II[1]. Cultivado sobretudo na ChinaJapãoVietnã e Coreia. A prática básica do Zen na versão japonesa e monástica é o Zazen, tipo de meditação contemplativa que visa levar o praticante à "experiência direta da realidade".

O Zen tal como o conhecemos hoje só foi possível a forte influencia que o budismo sofreu do Taoismo e Confucionismo. Para alguns estudiosos o Zen é nada mais nada menos que a síntese dessas três correntes de pensamento. Outros concluem que O Zen deveria ser considerado uma religião separada do Budismo pois sua riqueza e métodos tão peculiares só foram possíveis e criados devido ao pensamento chines (taoismo e confucionismo)
Entrada do Mosteiro Zen Budista, as margens da BR 101 Norte - Ibiraçu


No Zen japonês monástico, há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans, ou enigmas, charadas. Atualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente.
Segundo Allan Watts, inglês que se notabilizou pela divulgação do Zen no Ocidente a partir da terceira década do século XX[2], este, em sua forma original chinesa, não se encontra mais na China, e o que de mais próximo se pode conhecer desta versão original é encontrado em formas de Arte tradicionais do Japão, que tenham sido cultivadas e transmitidas segundo esta tradição.


O BUDISMO DE NITIREN DAISHONIN






O Budismo é a religião estabelecida pelo Buda Sakyamuni (nascido como príncipe Siddharta Gautama do clã dos Sakya), que viveu na Índia há cerca de 3000 anos. Quando jovem, Siddharta observou o sofrimento do ciclo de nascimento, doença, velhice e morte e decidiu ingressar no sacerdócio, almejando profundamente alcançar a Iluminação e a salvação de todos os seres.
Ele expôs em seus ensinamentos que, na essência de todas as experiências humanas, há algo de eterno e imutável – a lei de causa e efeito, ou seja, a lei eterna da vida. Sakyamuni ensinou sobre a eternidade da vida e sobre as circunstâncias de nossa vida cotidiana. Explicou que as pessoas, ao falecerem, levam consigo sua própria existência e as causas e relações de todas as ações realizadas ao longo de suas vidas passadas; isso é conhecido como carma. Estas causas e relações determinam as circunstâncias de nossa próxima existência. Segundo o princípio do carma, todos os acontecimentos (efeitos) de nossa vida atual são resultantes de nossas ações (causas) feitas no passado, e as ações que fazemos agora (causas) darão forma ao nosso futuro.

Nitiren Dasihonin

“Desejando conhecer as causas do passado, observe os efeitos no presente. Desejando conhecer os efeitos no futuro, observe as causas do presente.” (Nichiren Daishonin, A Abertura dos Olhos, Shinpen, pág. 571)
O Buda Sakyamuni revelou vários ensinamentos conforme a capacidade dos seres. Mas nos oito últimos anos de vida pregou o Sutra de Lótus, que foi o objetivo do seu advento neste mundo, conforme a frase:
“Eu reconheci e percebi as diferentes condições de vida de vários tipos de pessoas. Assim, eu revelei vários ensinos expedientes para guiá-las. Eu não revelei o ensinamento supremo e verdadeiro durante os 40 anos de minhas pregações. Não poderá atingir a Iluminação por meio desses ensinos expedientes, porque desconhece o grande caminho para a Iluminação.”
E posteriormente declarou:
“Abandonem sinceramente todos os ensinos provisórios, pois revelarei apenas o Caminho Supremo.”
Este “Caminho Supremo” é o Sutra de Lótus, o único para se concretizar a aspiração do Buda Sakyamuni. Ainda, o próprio Buda Sakyamuni previu que passados dois mil anos de seu falecimento o Budismo por ele pregado perderia a força.
Para a salvação das futuras gerações, transmitiu a integridade dos seus ensinamentos a um discípulo, Bodhisattva Jogyo. Previu também que um Buda mais poderoso (renascimento do Bodhisattva Jogyo), faria o seu advento ao leste para encaminhar as pessoas para a verdade. Conforme esta predição, Nichiren Daishonin, o Buda Original para salvação de todas as pessoas, fez o seu advento no Japão, na terra ao leste da Índia, nesta Era do Fim do Darma.