sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Kwan yin / Kannon e Santa Bernardete



 Tive uma empregada na Indonésia que ao ver a imagem de Nossa Senhora da Conceição (brasileira) perguntou-me se era a Rainha do Mar (Kuan Yin). 

No Sudeste asiático as imagens da Deusa do Mar são muito semelhantes a Kuan Yin e ao contrário de Iemanjá, ela não aparece em forma de sereia. 

Há registros do Egito antigo que mostram Íris seu filho Horus nos braços, semelhante a imagens cristãs de Nossa Senhora segurando Jesus, embora sejam muito antes do cristianismo.

 Há na China grande culto a uma princesa chamada Miao Shan, cuja encarnação é creditada a Kuan Yin. Há inúmeros testemunhos populares por toda a Ásia de devotos que relatam ter chamado por Kuan Yin em momentos de necessidade e em vez dela aparecer Miao Shan. 

John Blofeld, em seu livro “Bohisattva of Compassion” conta a história de um conhecido que se perdeu em montanhas chinesas e diante de uma tempestade pediu ajuda a Santa Bernadete porque ele era católico e dela devoto. 

A sua fé era grande e diante dos seus olhos se materializou Santa Bernadete, que lhe indicou o caminho de uma caverna onde poderia se proteger da tempestade até o amanhecer. No dia seguinte, quando foi achado por populares e levado a um povoado parou diante de uma pintura igual à de Santa Bernadete e a pintura era de Miao Shan – naquela comunidade não existiam católicos nem conheciam Santa Bernadete.

Kinkaku-ji (金 阁 寺 literalmente Templo do Pavilhão Dourado)




Kinkaku-ji (   literalmente Templo do Pavilhão Dourado), ou formalmente Rokuon-ji (鹿苑  cervos Jardim Temple) é um templo zen-budista em Kyoto, Japão. É uma da construção que representa o Kitayama Cultura de Muromachi.


História
O Kinkaku-ji original foi construído em 1397 para servir como uma villa de aposentadoria para Shogun Ashikaga Yoshimitsu, como parte de sua propriedade, então conhecido como Kitayama. Foi seu filho, shogun Ashikaga Yoshimochi, que se converteu o edifício em um templo zen da escola Rinzai.




O templo foi incendiado duas vezes durante a Guerra Ōnin.
Em 2 de julho de 1950, às 2:30 horas da manhã, o pavilhão foi incendiada por um monge chamado Hayashi Yoken, que em seguida tentou o suicídio na colina Daimon-ji atrás do edifício. Ele sobreviveu, e posteriormente foi levado em custódia. 

Durante a investigação, após a prisão do monge, sua mãe foi chamada para falar com a polícia, a caminho de casa, ela cometeu suicídio pulando de seu trem em um vale do rio. O monge foi condenado a sete anos de prisão, mas foi liberado por causa de doença mental em 29 de setembro de 1955, ele morreu de outras doenças pouco depois, em 1956. 





Durante o incêndio, a estátua original de Ashikaga Yoshimitsu foi perdida às chamas (agora restaurada). A versão fictícia desses eventos está no centro de 1956 o livro de Yukio Mishima O Templo do Pavilhão Dourado.

A estrutura atual data de 1955. Em 1984, o revestimento de laca japonesa foi encontrado um pouco deteriorados, e um novo revestimento, bem como douração com folha de ouro, muito mais espessa do que os revestimentos originais (5/10, 000 milímetros em vez de 1/10, 000 milímetros), foi concluído em 1987 . Além disso, o interior do edifício, incluindo as pinturas e estátuas de Yoshimitsu, também foram restaurados. Finalmente, o telhado foi restaurado em 2003.

Arquitetura
O Pavilhão Dourado, ou Kinkaku, é um edifício de três andares, em razão do complexo do templo Rokuon-ji. As duas melhores histórias do pavilhão são cobertos com folhas de ouro puro. As funções pavilhão como shariden, relíquias de habitação do Buda (cinzas de Buda). O piso superior foi construído em estilo tradicional chinês cha'an, também conhecido como zenshu-butsuden-zukuri, eo andar de cima no estilo de aristocratas guerreiros, ou buke-zukuri.







O piso térreo é processado em estilo shinden-zukuri, que lembra o estilo residencial da Heian aristocracia imperial. O edifício é frequentemente associada ou contrastado com Ginkaku-ji (Silver Temple Pavilion), e Shokoku-ji, que também estão localizados em Kyoto.
O Pavilhão Dourado está situado em um magnífico jardim passear japonês (Kaiyu-shiki). A lagoa em frente a ela é chamado Kyōko-chi (Lagoa do espelho). Existem muitas ilhas e pedras na lagoa, que representam a história da criação budista.

Templo Kinkaku-ji /Brasil

   
 Réplica de Templo japonês convida visitantes a reflexão, paz e sossego
Por Eduardo Toledo

 



Um dos maiores patrimônios turísticos do Brasil está a alguns quilômetros de Taboão da Serra e poucos taboanenses sabem disso. Erguido em 1974 em um terreno de 190 mil metros quadrados, no meio de uma reserva intocada da Mata Atlântica, em Itapecerica da Serra, o Templo Kinkaku-ji encanta pela sua beleza, levando os visitantes a momentos de reflexão e muita paz e sossego.

 A história do templo Kinkaku-ji começa em 1.397, ano em que o original foi construído na cidade imperial de Kyoto, no Japão, por ordem do imperador Yoshimitsu Ashikaga. Considerado por muitos como um dos mais bonitos e poéticos templos japoneses, o local abriga até hoje as cinzas do imperador.



















E foi inspirado nesta história que mistura fé, respeito e honra, que uma réplica do templo foi erguida em Itapecerica da Serra. O complexo onde foi erguido o Kinkaku-ji foi batizado de Vale dos Templos e o renomado arquiteto Takeshi Suzuki foi convidado para projetar o local.
 

O Kinkaku-ji, também conhecido como Templo Dourado, foi reproduzido fielmente em suas dimensões, revestido com madeira de cedro esculpida manualmente pelos marceneiros japoneses Noburo Norisada e Tsutomu Kanto, especializados neste tipo de trabalho.
 

O local, além de ser um agradável passeio, abriga o primeiro cinerário do Brasil. Entre belos jardins orientais, lagos com carpas, cascatas e muito verde estão depositadas em nichos as cinzas de pessoas que optaram pela cremação de seus corpos.
 

Como chegar

Para se chegar nesse lugar espetacular é muito fácilm as precisa de um pouco de atenção do motorista. Basta seguir pela Régis Bittencourt em direção de Itapecerica da Serra. No centro da cidade, logo após passar pelo cemitério municipal, contorne ele e entre a direita e depois é só seguir as placas indicando o caminho.

Anote aí

O Kinkaku-ji fica na rua Camarão, 220 , Chácara Palmeiras – Itapecerica da Serra. O local abre diariamente, das 9h até as 17h.
O ingresso custa R$ 5,00 (crianças até 10 anos e idosos com mais de 65 anos não pagam)
Para mais informações: 4666-4895 e 4667-3944


Fotos: Por Eduardo Toledo

sábado, 3 de agosto de 2013

ÍSIS/KANNON – UM EXERCÍCIO DE INTERPRETATIO / Reverendo Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves



 ÍSIS/KANNON – UM EXERCÍCIO DE INTERPRETATIO
                                    Reverendo Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves

                                                   Venho a ti, Lucius, comovida por tuas preces.
                                                                                           Apuleio – O Asno de Ouro

O Poder Maravilhoso da Sabedoria de Kannon os salva plenamente das dores do mundo.
                                                                                           Sutra de Kannon

Eu sou tudo o que foi, que é e que será, e meu véu ainda não foi soerguido por nenhum mortal.
                                                                                           Plutarco – Ísis e Osiris

                                                     O Eterno Feminino nos impulsiona rumo às alturas.
                                                                                          Goethe – Fausto II

Interpretativo ou a religião como tradução.
Tradução e religião sempre estiveram intimamente ligadas. Na Antiguidade, era freqüente divindades do panteão politeísta de um povo serem traduzidas ou interpretadas como divindades de características mais ou menos parecidas pertencentes outro panteão. A atividade de tradutor é bastante antiga na História da Humanidade.  Na Antiga Mesopotâmia, a prática da tradução era designada pelo termo acádico ragamu (chamar, falar fortemente) do qual deriva o termo dragoman que ainda hoje designa o intérprete no Oriente Médio, e o vocábulo aramaico targum (tradução). Entre os gregos, Heródoto foi um dos que inauguraram a prática de traduzir os deuses egípcios nos seus correspondentes do panteão helênico, interpretando Osíris como Dioniso, Isis como Deméter, Neith como Atena, Ptah como Hefesto, etc. No mundo romano, essa atividade era designada pelo termo interpretatio.  No Brasil, os cultos afro=brasileiros se formaram a partir da tradução das divindades africanas como os Orixás  em figuras do panteão do catolicismo popular.No chamado monoteísmo inclusivo (“todos os deuses são Um”) todas as divindades são traduzidas ou interpretadas como formas ou manifestações de uma única divindade. Há tendências ao monoteísmo inclusivo no culto egípcio a Amon no Novo Império, no culto a Ísis no mundo greco-romano e no culto budista de Amida, no Japão Medieval. Já o chamado monoteísmo exclusivo de origem abraâmica que predomina no mundo de hoje (“não há outro deus senão X”) dificilmente se presta a uma tradução. O monoteísmo exclusivo carrega em seu bojo os germes da intolerância e do conflito religioso. Conclusão: os politeísmos, por sua flexibilidade e abertura ao processo de tradução, são mais tolerantes do que o monoteísmo. Quod erat demonstrandum.

Ísis
No Egito Faraônico, Ísis (ASET) continha em seu nome o signo que representava o trono real. Era a irmã e a esposa de Osíris e a mãe de Hórus, que ela protegia dos perigos através de sua poderosa magia. Rei e deus civilizador, Osíris foi morto por seu invejoso irmão Seth, mas Ísis, por artes mágicas o ressuscitou e concebeu dele o filho Hórus que lutou contra Seth e o neutralizou. Osíris ressuscitado tornou-se o rei do País dos Mortos que à semelhança da Terra Pura do Buda Amida no budismo sino-japonês, está situado no Ocidente, na direção em que o sol se põe. Representada geralmente como uma mulher ostentando um trono na cabeça, mas também através de inúmeras formas, por causa de suas conexões com outras deusas, como, por exemplo, a deusa-gata Bastet cultuada em Bubastis, ela se tornou a “multiforme” por excelência. No período greco-romano, seu culto se expandiu por todo o mundo mediterrâneo, passando ela a ser identificada com inúmeras deusas dos mais diversos povos. Ísis tornou-se então conhecida como “a Miriônoma”, isto é, “a de dez mil nomes”. Um importante documento a respeito do culto de Ísis no Período Helenístico é a Aretologia (discurso sobre a virtude) de Ísis, texto descoberto em 1925 nas ruínas do templo isíaco de Kymé, na Ásia Menor:
                                   ARETOLOGIA DE ÍSIS
Demetrios, filho de Artemidoros, também chamado Thraseas, de Magnésia junto ao Menandro, dirige uma prece a Ísis. Esta foi copiada de uma estela em Mênfis, junto ao templo de Hefesto.
Eu sou Ísis, a soberana de todas as terras.
Fui instruída por Hermes
E inventei a escrita com Hermes, a sagrada, e a demótica, para que nem tudo deva ser grafado com a mesma escrita.
Dei aos homens as Leis e decretei aquilo que ninguém pode mudar.
Sou a filha mais velha de Cronos.
Sou a esposa e a irmã do rei Osíris.
Sou aquela que revelou os frutos aos homens.
Sou a mãe do rei Hórus.
Sou aquela que é chamada Deusa entre as mulheres.
Sou aquela que se manifesta na Estrela do Cão.
Por mim a cidade de Bubastis foi edificada.
Separei a Terra do Céu.
Indiquei às estrelas sua rota.
Determinei os caminhos do Sol e da Lua.
Criei a ciência náutica.
Tornei potente o Direito.
Uni a mulher e o homem.
Fixei para a mulher como limite o décimo mês para ela trazer seu filho ao mundo.
Ordenei que os pais fossem amados pelos filhos.
Estabeleci uma punição  para os pais que não manifestam carinho.
Eu, com meu irmão Osíris, fiz cessar a antropofagia.
Revelei aos homens as iniciações.
Ensinei os homens a honrarem as estátuas dos deuses.
Fundei os santuários dos deuses.
Derrubei o governo dos tiranos.
Fiz cessarem os massacres.
Obriguei os esposos a amarem suas esposas.
Tornei o direito mais poderoso do que o ouro e a prata.
Ordenei que a Verdade fosse reconhecida como bela.
Inventei os contratos matrimoniais.
Fixei as línguas dos Helenos e dos Bárbaros.
Fiz com que o belo e o vergonhoso fossem reconhecidos pela Natureza.
Fiz com que nada fosse tão terrível como o juramento.
Entreguei aquele que preparou injustamente uma armadilha para outrem na mão de suas vítimas.
Puni aqueles que praticam fraude.
Ordenei que tenham  piedade dos suplicantes.
Honro os que se defendem com justiça.
Junto a mim reina o Direito.
Sou a soberana dos rios, do vento e do mar.
Ninguém alcança a glória sem meu consentimento.
Sou a soberana da guerra.
Sou a soberana do raio.
Apaziguo o mar e desencadeio a tempestade.
Estou no esplendor do Sol.
O que eu projeto se cumpre.
A mim todos obedecem.
Desato os nós, sou a soberana da navegação.
Torno as águas inacessíveis às naus quando isso me compraz.
Fundei as fortificações das cidades.
Sou chamada de Legisladora.
Fiz as ilhas surgirem dos abismos para a luz.
Sou a soberana das chuvas.
Venço o Destino, é a mim que ele obedece.
Salve! Egito!  Pois tu me criaste!
Um dos principais documentos sobre o culto isíaco no Império Romano é o romance O Asno de Ouro de Apuleio (c.120 – c. 180) que narra as aventuras de um jovem curioso chamado Lucius que percorre o mundo em busca de conhecimento e experiências. Envolvendo-se com uma feiticeira, Lucius se vê transformado em asno. Depois de passar por muitos sofrimentos Lucius faz uma prece que é respondida por Ísis que, aparecendo-lhe em sonhos, se lhe apresenta com as seguintes palavras:
Venho a ti, Lucius, comovida por tuas preces, eu, mãe da Natureza inteira, dirigente de todos os elementos, origem e princípio dos séculos, divindade suprema, rainha dos Manes, primeira entre os habitantes do céu, modelo uniforme dos deuses e das deusas. Os cimos luminosos do céu, os sopro salutares do mar, os silêncios desolados dos infernos, sou eu quem governa tudo isso, à minha vontade. Potência única, o mundo inteiro me venera sob formas numerosas com ritos diversos, sob múltiplos nomes. Os frígios, primogênitos dos homens,me chamam deusa-mater e deusa do Pessinúncio; os atenienses autóctones, Minerva Cecropiana; os cipriotas banhados pelas ondas, Venus Pafiana; os cretenses portaores de flechas, Diana Ditina; os sicilianos trilingües, Prosérpina Estígia, os habitantes da antiga Elêusis, Ceres Acteana; uns Juno, outros Belona; estes Hécate, aqueles Ramnúsia. Mas os que o Sol ilumina com seus raios nascentes, quando se levanta, e com seus últimos raios, quando se inclina para o horizonte, os povos das duas Etiópias e os egípcios poderosos por seu antigo saber, honram-me pelo meu verdadeiro nome: Rainha Ísis. Venho movida de piedade por tuas desgraças. Venho a ti, favorável e propícia. Seca, pois, as tuas lágrimas, deixa-te de lamentos, expulsa o desgosto. Por minha providência, desponta para ti agora o dia da salvação.
Vemos nesta passagem que Ísis passou a ser percebida como uma verdadeira deusa universal que absorveu os nomes e os atributos de inúmeras divindades femininas da área mediterrânea. Seguindo as instruções dispensadas pela deusa, Lucius comeu as rosas oferecidas no altar de Ísis por ocasião da festa em sua homenagem e imediatamente recuperou a forma humana. Fez-se iniciar, então, nos mistérios de Ísis e Osíris e passou a ter uma vida próspera e feliz como jurista e sacerdote do culto isíaco.

Kannon
Avalokitesvara (Kuan Yin ou Kuan Shih Yin em chinês, Kannon ou Kanzeon em japonês, Chenrenzi em tibetano) é uma das divindades budistas mais populares no Extremo Oriente. Seu nome significa: “aquele que ouve as súplicas do mundo”.Não é um deus, mas sim um Bodhisattva, um discípulo búdico de profunda realização espiritual que, por sua Sabedoria, temcondições de se tornar um Buda (Desperto) e ingressar no Nirvana, mas que, por sua Compaixão, opta por permanecer no mundo para ouvir os apelos dos seres viventes sofredores e livrá-los de suas penas.  Andrógino em sua natureza, Avalokitesvara se manifesta em múltiplas formas, ora masculinas, ora femininas. Na Índia e no Tibete predominam as manifestações masculinas, mas na China e no Japão as femininas se impuseram a tal ponto que a divindade praticamente se tornou, na religião popular, numa Grande Deusa do Amor e da Compaixão. É a divindade tutelar no Tibete e o Dalai Lama é percebido pelo povo tibetano como uma sua emanação em forma humana. É interessante lembrar que também no Japão personagens históricos como o Príncipe Regente Shôtoku (572-621) são vistos como manifestações de Kannon. O texto devocional do culto de Kannon mais popular no Japão é o gatha (poema) do 25º Capítulo do Sutra do Lótus da Lei Excelente, denominado Portal Universal de Avalokitesvara. Transcrevo abaixo esse poema, conhecido popularmente como Sutra de Kannon (Kannongyô) pois, através dele, podemos conhecer os principais atributos e virtudes dessa divindade.




                                       O SUTRA DE KANNON
Ó Perfeito, Honrado do Mundo
Peço-vos agora que declareis
Por que esse santo Bodhisattva
 É conhecido como Kanzeon?
Ao que o Perfeito replicou,
Entoando seu poema:

O eco de seus santos feitos
Reboa pelo mundo inteiro.
Tão vastos e profundos são seus Votos que,
Quando, após incontáveis ciclos cósmicos,
Servindo as hostes dos Perfeitos,
Enunciou seu puríssimo anseio de libertar os seres do sofrimento.
Ouve, pois, o que sucedeu:
Escutar-lhe o Nome, ver-lhe a Forma,
Ou, com fé, proferir-lhe o Nome,
Liberta os seres de todos os males.
Quem, vítima de intento homicida,
Fosse lançado numa fornalha,
Veria, só em pensar no Poder Salvífico de Kannon,
As chamas transformadas em água!
Quem fosse atirado ao mar,
De monstros marinhos cercado,
Seria, só ao pensar no Poder de Kannon,
Salvo das ondas ávidas.
Quem, do cume do Monte Sumeru,
Fosse por inimigo deitado abaixo,
Flutuaria, só ao pensar no Poder de Kannon,
Como um Sol no espaço.
Quem, perseguido por malfeitores,
Fosse acossado na Montanha de Ferro,
Não teria, só ao pensar no Poder de Kannon,
Um só fio de cabelo arrancado.
Quem, entre um bando de ladrões,
Visse contra si brandidas as lâminas cruéis,
Faria, só ao pensar no Poder de Kannon,
Com que a Compaixão lhe aparasse os golpes.
Quem, tendo incorrido na cólera do rei,
Visse o cutelo alçado para golpear,
Faria, só ao pensar no Poder de Kannon,
Com que a lâmina se partisse em pedaços.
Quem, entre os muros de uma prisão,
Tivesse os pulsos e tornozelos a ferros,
Conseguiria, só ao pensar no Poder de Kannon,
Libertar-se instantaneamente.
Quem, tendo bebido um líquido mortífero,
Jazesse no solo, moribundo,
Anularia, só ao pensar no Poder de Kannon,
O efeito do veneno.
Quem, assediado por trasgos,
Dragões terríveis ou demônios zombeteiros,
Somente pensasse no Poder de Kannon,
Por nenhum seria molestado.
Se feras afluíssem,
De colmilhos à mostra, e mandíbulas ferozes,
Um único pensamento no Poder de Kannon
As afugentaria.
Se víboras se enroscassem no caminho,
Exalando chamas e veneno,
 Um único pensamento no Poder de Kannon
Fá-las-ia desaparecer.
Se o trovão estrugisse e o raio faiscasse,
Ou assustadora chuva despencasse,
Um único pensamento no Poder de Kannon
Abrandaria a tormenta.
Embora os seres oprimidos pelos males cármicos
Padeçam incessantemente,
O Poder Maravilhoso da Sabedoria de Kannon
            Os salva plenamente das dores do mundo.
            Dotada de poderes sobrenaturais,
E sábia no uso dos hábeis meios salvíficos,
Em todos os cantos do mundo
Ela manifesta suas inumeráveis formas.
Não importam os sofrimentos,
Os demônios infernais, as bestas,
Os males do nascimento, da velhice, da doença e da morte,
Kannon há de destruí-los um a um!
Kannon Verdadeira e Pura!
Infinitamente Sábia Kannon!
Bondosa e cheia de piedade,
Sempre almejada e reverenciada!
Ó Resplendor refulgente e imaculado!
Sol da Sabedoria que dissipa as trevas!
Ó vencedora da tempestade e das chamas!
Tua glória replena o mundo!
Tua piedade é um escudo de luz,
Tua compaixão forma uma grande e maravilhosa nuvem
Que, vertendo o Néctar do Dharma,
Extingue as chamas do sofrimento.
Aos que se azafamam nas disputas,
Ou tremem no meio dos exércitos,
O pensamento do Poder de Kannon
Traz a dissipação do ódio.
O maravilhoso som do Nome de Kannon
É sagrado como o ruído do Oceano.
Não há outro igual no mundo!
Por isso há sempre que recitá-lo.
Pronunciai-o sem dúvidas:
“Kanzeon” – som puro e sagrado;
Dos que padecem mortal receio
Suporte inabalável.
À perfeição de seus méritos,
À compaixão de seu olhar,
À infinidade de suas bênçãos,
Inclinamos nossas cabeças, com reverência.





Ísis e Kannon
A leitura da Aretologia de Ísis, do romance de Apuleio e do Sutra de Kannon nos permite facilmente detectar uma série de características comuns a Ísis e a Kannon. Ambas são divindades femininas multiformes infinitamente compassivas e amorosas que correspondem aos apelos de seus devotos, livrando-os de seus sofrimentos e guiando-os pelos caminhos da vida. Ambas são protetoras de pescadores e navegantes, protegendo-os das tempestades e dos naufrágios. Sabemos por outras fontes textuais e iconográficas que ambas são representadas como mães com o filho ao colo, sendo, portanto, veneradas por mães, gestantes e jovens desejosas de engravidarem. Claro que não pdemos perer de vista as diferenças. Ísis é uma Deusa e Kannon, originalmente, um Bodhisattva andrógino, embora na prática seja cultuado como deusa na religiosidade popular do Extremo Oriente. Ísis, como Deusa, é percebida como civilizadora, legisladora e juíza capaz de punir os que transgridem seus decretos. Tais características estão totalmente ausentes em Kannon cujo traço mais marcante é a compaixão ilimitada. Entretanto, apesar dessas diferenças, os traços em comum justificam perfeitamente um trabalho de interpretatio unindo Isis e Kannon como sugerem pesquisadores atuais como a sacerdotisa isíaca De Traci Regula.

Lucius e Shinran: redimidos pelo Eterno Feminino
Em 1201 o monge budista japonês Shinran (1173 – 1262), depois de buscar em vão a libertação através de vinte anos de práticas ascéticas no Mosteiro de Enryaku-ji próximo a Kyoto, a Capital Imperial, deixa o claustro e inicia um retiro de  cem dias no Templo Hexagonal (Rokkakudô) dedicado ao culto do Príncipe Regente Shôtoku encarado como uma emanação em forma humana de Kannon. Seu objetivo é conseguir uma revelação ou orientação que o auxilie a superar o impasse a lhe dificultar o progresso na vida espiritual. Esse retiro lhe proporciona dois sonhos significativos em que o Príncipe, aparecendo-lhe na forma de Kannon, lhe indica novas perspectivas para sua vida religiosa. O primeiro desses sonhos o leva a procurar o Mestre budista Hônen que o inicia na Tradição da Terra Pura, uma forma simplificada de budismo acessível ao ser humano comum que não tem condições de se dedicar ao estudo e à ascese. No segundo sonho, Kannon lhe aparece vestida de branco (a cor das vestes dos budistas leigos) e lhe transmite os seguintes versos:
Praticante!
Se tua herança cármica te levar a possuir uma mulher,
Eu me tornarei uma Mulher de Jade e serei por ti possuída;
Durante toda a tua vida eu bem te ornamentarei
E quando chegar teu momento final,
Eu te conduzirei à Terra da Suprema Alegria.
Seguindo essa orientação, Shinran contrai matrimônio com a Senhora Eshin-ni tornando-se assim l primeiro mestre budista japonês a liderar uma Ordem de religiosos casados, a Verdadeira Escola da Terra Pura (Jodo-Shinshu). Uma série de traços comuns nos permite aproximar Shinran de Lucius, o protagonista do romance de Apuleio que não passa de um alter ego do escritor, cujo nome é Lucius Apuleius. Ambos se encontram num terrível impasse que os leva a recorrer à compaixão de uma divindade feminina que, aparecendo-lhes em sonhos, os aliviam de suas angústias e lhes apontam novas perspectivas para suas vidas.  Em outras palavras, ambos são redimidos e impulsionados para o alto por intervenções daquele Eterno Feminino de que o grande poeta pagão Goethe nos fala nos versos finais de seu Fausto:
O Eterno Feminino nos impulsiona rumo às alturas.

                   BIBILOGRAFIA

APULEIO - O Asno de Ouro, São Paulo: Cultrix, 1963.
ASSMANN, Jan – Moïse l’Égyptien, Paris, Flammarion, 2003.
ASSMANN, Jan – Violence et monothéisme, Paris: Bayard, 2009.
BALTRUSAITIS, Jurgis – la quête d’Isis, Paris: Flammarion, 1997.
BLOFELD, John – A Deusa da Compaixão e do Amor – O culto místico de Kuan Yin, São Paulo: Ibrasa, 1994.
CORNU, Philippe – Dictionaire Encyclopédique du Bouddhisme, Paris: Seuil, 2001.
REGULA, De Traci – Os mistérios de Ísis, seu culto e magia, São Paulo: Madras, 2004.
FRANCESCHINI, Paul-Jean et BRICAULT, Laurent – Isis la Dame du Nil, Paris: Larousse, 2008.
HADOT, Pierre – Le voile d’Isis – Essai sur l’histoire de l’idée de Nature, Paris: Gallimard, 2005.
HORNUNG, Eric – Les Dieux de l’Égypte – Le Un et Le Multiple, Paris: Éditions du Rocher, 1986.
NEUMANN, Erich – The Great Mother, Princeton: Princeton University Press, 1974.
Plutarque – Isis et Osiris, Paris: Guy Trédaniel, 1979.
                                   
                                               SITES
Ancient Egypt Online: www.ancientegyptonline.co.uk
Neos Alexandria: http://neosalexandria.org
The Kemetic Orthodox Faith: www.kemet.org
TEMPLVM ISIDIS: http://webspace.webring.com/people/ct/templvmisidis

Gratidão eterna ao Professor Rev. Ricardo Mario Gonçalves pela confiança em me presentear com a permissão de publicar neste humilde blog , tão belo trabalho. Que Amida em sua Compaixão Infinita e Kannon o proteja nesta jornada!  Que eu possa um dia retribuir, todos os ensinamentos recebidos, generosidade  e compaixão deste ser humano maravilhoso que Amida colocou em meu caminho nesta vida!       
Namu Amida Butsu _/\_






O templo da Deusa às Margens do Rio Kwai - Tailândia


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Iluminação de Kwan Yin em 2013






As datas de Aniversário, Iluminação e Ascensão de Kwan Yin baseiam-se no calendário lunar chinês por este motivo , variam  a cada ano.

Uma grande oportunidade  de renovarmos nossas práticas ligadas ao Amor Incondicional.
No Próximo dia 26.07.2013, teremos a comemoração, de acordo com calendário chinês, do dia da iluminação de Kuan Yin.


Datas dos Festivais de KWAN YIN para 2013 :

- Aniversário de Kwan Yin - 30 de março de 2013.
- Iluminação de Kwan Yin - 26 de julho de 2013.
- Ascensão de Kwan Yin - 23 de outubro de 2013.


No link abaixo , aqui mesmo no blog, vocês poderão encontrar uma comemoração que pode ser feita em casa. Esta comemoração   refere-se  à  agosto de 2012 quando caiu a data no ano passado,  da Iluminação de kwan yin de acordo com o calendário chinês..




quarta-feira, 24 de julho de 2013

Oração de kwan yin para Cura




A manifestação de Kuan Yin que representa a cura de todos os males é Yao Kuan Yin, aquela que segura o vasinho e derrama seu líquido na boca do dragão. Nossos males provém de 3 caminhos: carma, nossos sentimentos e escolha antes de nascer, assim nada é por acaso.

Também quando chegamos a uma cura, seja ela de que forma tenha vindo, por médico, oração, terapia natural ou espiritual é porque transcendemos o que deveria ser vivido por nós ou por aqueles que nos acompanham.

Vejo as pessoas discutirem se quem curou a pessoa foi sua força de vontade, o médico, os remédios, o padre ou pastor, Deus e muitas outras coisas. Não sei porque insistem nesta separação, quando qualquer pessoa já testemunhou a troca de médico, minutos antes de uma cirurgia, quando a família começou a orar; a descoberta de que a medicação era outra depois de começar-se uma terapia com Reiki, por exemplo, e que toda tecnologia ou oração do mundo é inútil quando é o momento que escolhemos passar para o outro plano, nos liberando do invólucro carnal (sim de carne, pois físico, em verdade é tudo, até os corpos sutis que seguem e vivem nos muitos planos e mundos do astral).

Toda cura é multifatorial e para superarmos nossas imperfeições devemos sim lançar mão da medicina e das curas nas suas muitas formas.  Pesquisas demonstram que pessoas que recebem Reiki, curas com as mãos e preces se recuperam mais rápido ou simplesmente se recuperam, quando no caso contrário provavelmente estariam desenganadas.

Na China se crê que pronunciar o nome de Kuan Shih Yin três vezes salvaria a pessoa de qualquer mal, violência ou maldição. Assim a senhora da Compaixão nos ensina uma oração pra chamá-la quando estivermos nós, outras pessoas, espíritos sofredores, animais, seres e plantas em estado de sofrimento.

ENCAMINHE E ESPALHE ESTA ORAÇÃO, ELA PERTENCE AO MUNDO!

Queridos, formem grupos de oração e façam esta oração por vocês, por enfermos, pelas pessoas do mundo, para libertação das viroses, trazer paz a todos e pelo próprio planeta. Mantenham sempre a serenidade e saibam que auxiliando ao todo sempre estarão ajudando a si mesmos. Eu voz amo muito. Que a luz dos Lótus Cósmico lhes mostre sempre o caminho.

(108 vezes é mínimo. Nós recomendamos 10 voltas no mala em meditação)
NAMO IJU KUAN SHIH YIN PUSA

Senhora amorosa, do centro do Lótus Dourado, Senhora divina das 108 faces de salvação, trazei-me (ou para quem se deseja curar) a cura e o perdão. Derrama tuas bênçãos de misericórdia e teu balsamo das mil curas sobre a causa do sofrimento. Cicatriza e regenera suas conseqüências para que eu (ou outrem) fique mais  saudável que antes, mais sábio, iluminado, grato e equilibrado para não voltar a sofrer e adoecer. Remove Senhora das muitas espadas, meus medos e bloqueios, traz-me os curadores, os remédios e a capacidade de me curar. Dá-me a alegria de sentir tua luz e tua mão a me guiar. OM MANI PEME HUM. Que por toda eternidade sejam muitos a te louvar.

“Senhora da Lótus Sagrado, luz da compaixão que ouve os prantos do mundo.
Traz tua luz e amor para esta terra, para mim e para todos, em todos os planos habitados.
Fazei desabrochar a flor da criação perfeita e guiai-me, fazendo com que eu seja sempre emissário da luz. Proteção,saúde, carinho e prosperidade, sob teu raio púrpura eu sempre terei.”

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Bem Amada Kwan Yin Invoco Tua soberana Luz
Divina Jóia do Lótus Sagrado
Habitai meu Coração. Divina Deusa do Amor
Resplandece Tua Divina luz em meu caminho
Ilumina meus passos Bem Amada Mãe de Misericórdia.

Sagrada Mensageira da Compaixão Divina
Despertai Tua Divina Luz em meu coração
Transforma meu mundo com Tua Divina Benção
Compadece-te de mim Divina Mãe.

Divina Jóia do Lótus Fazei de mim instrumento de Tua Compaixão
Que vossa Divina Misericórdia
Resplandeça em meu coração hoje e sempre.
Divina Mãe Kwan Yin Eu reverencio Tua Divina Compaixão

Que flui em meu coração na forma Da Divina e Eterna Canção:
“OM MANI PADME HUM”
“OM MANI PADME HUM”
“OM MANI PADME HUM”
OM, OM, OM

*********

APELO À BEM-AMADA KUAN YIN

Bem -Amada Kuan Yin,
apelo em favor da expansão da Luz Interna
de cada coração Humano.

Apelo, também, pelas Forças da Luz
e dos Seres orientadores dos Raios Divinos
que fluem do universo à nossa Terra.

Abençoai e protegei a Chama existente no coração
de cada ser vivente e trazei-a ao seu desabrochar.

Fomentai o progresso e a Paz sobre a Terra
e envolvei cada filho do homem
em um resplandecente Manto de Luz.

Preenchei-o com as poderosas irradiações das Chamas,
para que as características divinas
se expandam em cada indivíduo.

Que assim seja, pois eu falo em nome de Deus Eu Sou.

*********

Para grupos de oração recomenda-se seguir o mala, orando por no mínimo uma volta, que corresponde a fazer 108 vezes a oração.

Kwan Yin



Se uma pessoa com maus pensamentos invocar Kuan Yin, verá seu coração e sua mente serem purificados, pois o simples fato de invocar o seu nome faz dispersar a ira e raiva. Dizem que um lunático que ora à Kuan Yin alcança a sanidade.
Kuan Yin está repleta de poderes sobrenaturais e é sábia no uso de meios eficazes.
Sendo conhecida como uma "Deusa do Oriente", nós ocidentais estamos a cada dia nos voltando mais para ela e conhecendo o seu poder.
Nossa admiração e amor por ela vem aumentando dia após dia, tornando-assim mais conhecida entre nós.
A misericórdia nos é concedida uma vez que tenhamos a humildade e pedi-la. O amor de Kuan Yin por nós é imenso, é o amor da mãe que tudo perdoa. 

Sempre nos ouve em nossos momentos de angústias. 
Como uma mãe, ela sempre se volta para os filhos que estão sofrendo.

 Por esta razão vem a cada dia tornando-se conhecida pelos benefícios feitos em nossas vidas.
Amorosamente, renova nossos corações, dando-nos total proteção contra qualquer dor e tristeza.
Seu aniversário é celebrado no dia 19/02; seu ingresso na Sabedoria plena é comemorado no dia 19/06; e sua morte - seu ingresso no Nirvana é dia 19/09.As três datas são comemoradas como aniversário de Kuan Yin, por serem festas alegres.
De acordo com alguns seguidores e devotos de Kuan Yin, seu aniversário é comemorado no dia 08/04. Pelo budismo, em 21/03 é celebrado o nascimento de Avalokitesvara - data que homenageiam Kuan Yin. Já pelos
messiânicos, todo dia 18 é consagrado à Kannon/Kuan Yin.

Do livro "Kuan Yin a Mãe Divina e Amorosa em nossas vidas... e os milagres continuam acontecendo"

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Tríade Amida/ Kannon no Budismo Terra Pura





 Na tradição da Terra Pura, Kannon é uma emanação ativa de Buda Amida , e, portanto, ele ocupa um lugar importante na liturgia da seita do Japão Terra Pura (Jodo净土)  , cuja divindade de culto principal é Amida .
No Budismo Mahayana em toda a Ásia, Kannon é o mais importante dos dois atendentes principais 's (Kyoji胁侍)de Amida .

 A outra é Seishi Bosatsu . No Japão, os três aparecem em um grupo popular conhecido como Amida Sanzon (literalmente = Amida Triade), com Amida no entro, Seishi (representando a sabedoria), à direita, e Kannon (que representa a compaixão) à esquerda. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A MATRIZ DOS MIL MANTRAS DE KWAN YIN







NAMO I JU KWAN YIN
Neste momento em que o Brasil atravessa por tantos problemas e o planeta como um todo enfrenta os mais variados desafios, decorrentes do intenso retorno do carma deste final de ciclo e da má utilização da energia divina, um mantra da nossa querida Mãe do Oriente, a Amada Kuan Yin, pode ser um instrumento valioso para deter e consumir tudo o que não é da Vontade de Deus e garantir a vitória da Luz na Terra.

Segundo a Mensageira Elizabeth Clare Prophet, este mantra - publicado no Rosário de Cristal de Kwan Yin como o de número 30, das Trinta e Três Manifestações de Avalokitesvara como Kwan Yin - é um antídoto contra a guerra, inclusive a nuclear. Ele é tão poderoso que pode ser dirigido para erradicar qualquer tipo de problema, como por exemplo aborto, drogas, ataques às crianças e aos jovens e desequilíbrio econômico.
NAH-MO I JU KWAN YIN

Recomenda-se que o mantra seja repetido 1000 vezes (leva cerca de 20 a 30 minutos) e afirma que seu efeito pode ser sentido em 72 horas.Num ensinamento específico sobre esse mantra, ela explicou:

“Nesta representação, Kuan Yin se apresenta sobre uma nuvem, elevando-se pelos ares e conquistando o trovão, simbolizando que a verdade absoluta permeia todo o universo físico e que a Unidade não é dualidade. Eu afirmo que este mantra de Kuan Yin é o antídoto para tempos de guerra, até mesmo a guerra nuclear. Ele representa a Unidade do Ser, a união com Deus e no espírito. É o corpo que se mantém espiritual, alquímica e quimicamente na vibração do Uno Divino e que, portanto, pode neutralizar tudo o que aparenta ser a dualidade deste perigo, e a morte e o inferno que podem sobrevir à Terra.

Ela (Kuan Yin) está sobre uma nuvem para limpar o ar de todas as impurezas nefastas. Sobrevoa os ares e conquista o trovão, todos os trovões, todos os sons criados pelo homem, todas as explosões. Tudo o que poderia se abater sobre nós através do clima, ventos, ondas, furacões e através dos Deuses Nefilim em guerra, que têm executado os seus jogos de guerra neste planeta a milhares de anos. Nós triunfamos sobre os perigos do tempo e do espaço quando triunfamos sobre a dualidade. Neste mantra de Kuan Yin da Unidade encontramos nossa verdadeira proteção. A Unidade requer compaixão e resolução, equilíbrio do carma, que acertemos a conta com a vida, e que nenhuma animosidade contra qualquer parte da vida seja emitida por nós, pois isto imediatamente nos tornaria seres da dualidade. Pela Lei do Um transformamo-nos então em Amor e os nossos corpos devem refletir isto e, portanto, saímos ilesos.”

Veja a seguir um exemplo da matriz que pode ser adotada, individualmente ou nos serviços em grupo, para fazer este mantra:
“Em nome da minha Poderosa Presença do EU SOU e do meu Santo Cristo Pessoal, em nome da poderosa Presença do EU SOU e do Santo Cristo Pessoal de todos aqui reunidos, nós concordamos, em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:

Que estes mantras de Kwan Yin sejam dirigidos para as causas e núcleos do aborto nessa nação, causas que podem deflagrar uma guerra nuclear e mudanças na Terra caso estas causas persistam.

Que estes mantras de Kwan Yin pela Unidade sejam dirigidos para estas condições e multiplicados por todas as dispensações que a Grande Lei permitir, a fim de derrotar estas situações de uma vez por todas.

Que os mestres Ascensos, Sanat Kumara e todo espírito da Grande Fraternidade Branca assumam o comando destas situações de aborto, daqueles que o praticam, consideram praticá-lo, propagam, apoiam e são tolerantes com esta prática, e que transformem tudo isto em completa Vitória Divina.

Que nos sejam mostrados os impactos e efeitos destes chamados, para que possamos construir e manter um tal momentum que nos possibilite alcançar a vitória agora e, através desta ação, deter as profecias negativas e manifestar a Era de Ouro.

Nós também concordamos que: “Nenhuma Luz seja concedida ilicitamente ou sem autorização a qualquer parte da Vida onde não haja compromisso com a salvação da alma e a adoração ao seu Deus.

Que nossos desejos sejam purificados pelo Fogo Sagrado até se tornarem desejos divinos e que nossa oração seja a oração do Filho de Deus em nós, totalmente aceitável como uma oferta aos olhos de Deus e de Seus santos anjos. Concedemos ao nosso Cristo Pessoal autoridade para anular quaisquer votos, decretos dinâmicos, vontade ou intenção, motivo ou causa que não expressem a Harmonia Divina, o Amor Divino e a Verdade Divina da Sua Presença.

E que nós, aqueles a quem estamos unidos carmicamente e (os que fazem parte de) nossas esferas de influência através de todos os planos de consciência e do tempo e espaço, sejamos completa e totalmente protegidos das forças das trevas, do choque de retorno deste chamado e das ações subsequentes para reverter esta situação.

Que isto seja feito de acordo com a Sagrada Vontade de Deus. Amém.

Assim, Amada Kwan Yin, multiplica esses chamados para a nossa vitória pessoal, a Humanidade deste planeta e de todos que servem a Luz.”

Portanto, decretamos:
NAH-MO I JU KWAN YIN (1000X)
Comece vagarosamente, acelere aos poucos até manter uma boa velocidade, varie a intensidade e diminua o ritmo no final - o mantra soará “cantado” quando feito corretamente. Termine com o OM!!!

E com toda Fé eu aceito conscientemente que isto se manifeste, que se manifeste, que se manifeste (3 X) aqui e agora, com Pleno Poder, eternamente mantido, onipotentemente ativo, em contínua expansão e abrangendo o mundo inteiro até que todos tenham ascendido completamente na Luz e sejam livres! Amado EU Sou! Amado EU SOU! Amado EU SOU!
Fonte: http://www.summit.org.br/

Oferecimento de Incenso



Incenso. 
O mais fino e caro incenso deve ser oferecido para o Buda. Se você fosse comprar incenso velho que o lojista estava para descartar e o adquiriu como um oferecimento para o Buda, o seu coração estaria carente de sinceridade. Por outro lado, se você oferecesse Gosirsa-Cândana, incenso “Sândalo Cabeça-de-Boi”, sua doação, envolvendo um considerável sacrifício de sua parte, seria considerada sincera. O incenso “Cabeça-de-Boi” é frequentemente mencionado nos ensinamentos do Buda. O Sutra Sarangamaexplica que esse incenso era tão fragrante que podia ser sentido dentro de um raio de treze milhas quando estava sendo queimado na cidade de Sravasti durante as assembleias do Buda. No Sutra do Bodhisattva Provedor da Terra (Earth Store Bodhisattva Sutra) a mulher Brâmane vendeu sua casa e sacrificou sua fortuna no sentido de fazer um grande oferecimento para o Tathagata Rei do Samadhi Auto-Existente da Flor da Iluminação. Sua sinceridade era tão grande que ela vendeu o próprio topo de sua cabeça (escalpo) no sentido de fazer os melhores oferecimentos para o Buda.
A retribuição pelo oferecimento de incenso ao Buda é que no futuro o seu corpo será fragrante. Uma essência rara constantemente exalará da boca do Buda Shakyamuni e de cada poro do seu corpo. O corpo de uma pessoa comum tem um odor tão desagradável que pode ser sentido a milhas. Se você não acredita nisso, apenas considere que um cão policial é capaz de rastrear o cheiro de um humano a uma distância de três a cinco milhas. Todavia, se você faz oferecimentos de incenso ao Buda com a esperança de obter um corpo fragrante, então você perdeu o ponto. Você não deve procurá-lo. Quando o seu mérito e virtude forem suficientes, seu corpo tornar-se-á fragrante naturalmente. Os deuses, por exemplo, têm corpos fragrantes porque fizeram oferecimentos de incenso para o Buda nas vidas anteriores. Até que seus méritos e virtudes sejam suficientes, você continuará a ter um corpo mal-cheiroso comum não importa o quanto você se esforce para atingir um odor fragrante.
Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Kuan yin dos mil braços


Avalokitesvara Bodhisattva, O Bodhisattva da Compaixão Infinita





Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão Infinita, pode ser o mais conhecido e amado dos icônicos bodhisattvas . Ao longo de todas as escolas do Budismo Mahayana , Avalokiteshvara é venerado como o ideal de Karuna . Karuna é a atividade de compaixão no mundo e a vontade de suportar a dor dos outros.

Avalokiteshvara é a manifestação terrena de Amitabha Buda , que representa a compaixão e sabedoria. 
O bodhisattva é chamado para aparecer em qualquer lugar para ajudar a todos os seres em perigo e angústia.
Nome do Bodhisattva
O nome sânscrito "Avalokiteshvara" é interpretado de muitas maneiras - "Aquele que ouve os gritos do mundo", ". O Senhor, que olha em todas as direções", "O Senhor, que olha para baixo"
O bodhisattva vai por muitos outros nomes. Na Indochina e na Tailândia ele é Lokesvara , "The Lord of the World". No Tibete, ele é Chenrezig, também escrito Spyan-ras gzigs ", com um olhar de pena." 
Na China, o bodhisattva tem uma forma feminina e é chamado de Guanyin (Quanyin também soletrado,Kwan Yin , Kuanyin ou Kwun Yum), "ouvindo os sons do mundo." 

No Japão, Guanyin é Kannon ou Kanzeon, na Coréia, Gwan-eum ; no Vietnã , Quan Am . Pode-se encontrar muitas mais variações desses nomes.
Sexo do Bodhisattva
A maioria dos estudiosos dizem que até o momento do início da Dinastia Sung (960-1126) o bodhisattva foi retratado na arte como masculino. Desde o século 12, porém, em grande parte da Ásia Avalokiteshvara tomou a forma de uma deusa-mãe de misericórdia. Exatamente como isso aconteceu não é conhecido claramente.
A ascensão da veneração da deusa mãe Guanyin aconteceu ao mesmo tempo - séculos 12 e 13 - que o culto da Virgem Maria foi ganhando popularidade na Europa.
Às vezes, o Bodhisattva é retratado com características de ambos os sexos. 
Este é um símbolo de transcendência das dualidades, tais como as distinções de gênero masculino-feminino do bodhisattva. 
Além disso, o Sutra de Lótus diz que o bodhisattva pode se manifestar em qualquer forma que é mais adequada para a situação.

Tradução: Silvia Montone