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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Oração a Kwan yin



OUVIR SEU NOME E CONTEMPLAR SUA FORMA
LIBERTA OS SERES HUMANOS DE TODOS OS MALES.

Sutra do Lótus.


Senhora Misericordiosa, alva Estrela-Guia em Fátima, em Catarina, em Lourdes, Khuan Shih Yin, enfim Santa Rainha, Verdadeira Imperatriz do Universo.
Verso de quietude e serenidade, Pura Compaixão, Sagrado Ventre Estelar da Paz
Bendita Mãe Divina traz luminosidade e fraternidade para transportar os seres sencientes pelo oceano do Samsara
Ah, Bodhisattva Celeste, Rainha das cavernas, montanhas e fontes.
Purifica toda a terra insana, hedionda e maculada com Crísticos Lírios do Campo.
Estenda Teu Manto além dos horizontes. Além da esquálida percepção humana.
Divina Senhora da Providência, daí-nos Tua Paciência Materna
Entre os numes supremos do céu até os Portais Ocultos
Faça-nos luminosos nas floradas dos dias, na alvorada dos roserais.
Que estes filamentos alvos-dourados, vindos destas mãos angelicais
Alcancem todos os cantões e todos os fronts.
Mãe Universal, que venha dos Montes, Gabriel e Miguel.
Doce Maria, Senhora do mar, da terra e do céu
Kuan Yin, aquela-que-ouve-os-prantos, Benigna Tara
Em tuas Grutas e em teus Grotões, pescadores, camponeses e sábios taoístas rendem infindas venerações.
Oh, Mãe do amor e da compaixão!
Sobre a altivez da flor de Lótus, conduza-nos à sublime iluminação...
Vem Divina Senhora, outra vez, cuidar e zelar por teus filhos
No toque dos sinos, nos domingos de silos,



Em Fátima, em Catarina, em Lourdes, em Kuan Shih Yin ou em Tara...
Traga-nos o Potala, a paz e a harmonia de vossa gruta sagrada
Permaneça Nossa Senhora da Estrela-Guia, ao longo desta secular estrada.
Que nenhum de teus fiéis seguidores esteja sozinho na celebração, no décimo nono dia do sexto mês lunar, durante as meditações contemplativas, no raiar do novo caminho.
Iluminando, guiando e protegendo, liberta-nos de todos os males e permaneça sempre presente.
Sempre Materna, Divina Encarnação da Pura Compaixão.



Nota do autor: A Divina Mãe, a Mãe do Universo, Nossa Senhora Divina da Providência, enfim Virgem Maria, a Mãe de Cristo, nunca abandonou os teus filhos terrestres.
Pelos quatro cantos do mundo, na ótica cristã a Mãe Universal sempre esteve e estará presente em Fátima, em Catarina ou em Lourdes... A Mãe Divina também está no budismo em Kuan Shih Yin, ( o Bodhisattva, ser humano que, tendo alcançado a perfeição, foi dispensado do retorno à roda da vida - Samsara). Neste caso, a deusa Kuan Yin, a Mãe Universal da Compaixão e do Amor, é adorada e celebrada por pescadores, camponeses e sábios taoístas em todo o Extremo Oriente. E no tantra tibetano, na figura de Tara, Poder Salvador da Compaixão, vinda de seu principal progenitor Avalokiteshvara ou Avalokita, novamente a Mãe Divina se expressa como personificação simbólica da divina compaixão - aquela-que-dá-ouvidos-aos-prantos do mundo-. É ainda um fascinante veículo iogue pelo qual é possível atingir a iluminação, percebendo a natureza derradeira da realidade.
Que a Divina Mãe nos abençoe e nos proteja. Amém.


Nota Sobre a Misericórdia de Bodhisattva Guan-Yin:
reflexão a partir do artigo “Mother Mary Comes To Me
– A Radical Insegurança da Condição Humana”

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A jóia na Cabeça







Capítulo Anrakugyohon do Sutra de Lótus

Certa vez havia um grande e santo rei, que tinha uma imensa força e um coração extremamente amável.
Ele foi o supremo entre os reis e era considerado de uma maneira altamente honrada que não era apropriado a ninguém.
As pessoas chamavam-no de Rei Girador da Roda porque tinha recebido uma roda de jóias dos céus que girava enquanto governava o seu domínio e porque parecia como um sagrado e santo homem.
Ele foi um fino governante  e quando encontrava um estado que era dominado pelo mau, empreendia uma guerra contra ele e esmagava-o.
Lutou continuamente: contra esses maus estados até que os subjugou a todos.
O Rei ficava muito contente em ver alguns dos seus soldados distinguir-se na guerra.
De acordo com os seus méritos, dava-lhes vários tesouros como ouro, prata, conchas, ágata, coral e âmbar, ou almofadas, casas, vilas e cidades.




Ele também distribuiu elefantes, cavalos e veículos aos que foram dignos. Cada vez que os soldados eram recompensados com presentes honráveis do rei, eles se vangloriavam, dizendo:

- Recebi anéis dourados e colares do Rei Girador da Roda.

- Ele me deu um fabuloso elefante e uma carreta de boi, elogiando a minha brava luta na guerra.

- Foram roupas desta vez para mim. Mas ainda conseguirei muito mais na próxima vez por minha valiosa luta.

- Mas os senhores não me superam. Estarei lutando com todas as minhas forças também.

Ele, contudo, não lhes deu uma brilhante gema que mantinha em sua cabeça porque a gema era a única da sua espécie no mundo.
Se desse a alguém, seus seguidores poderiam ficar chocados.

Sakyamuni então explicou a história a Manjusri:

"Manjusri! Eu, o Buda, tenho guardado o Sutra de Lótus cuidadosamente em meu coração e não contei a ninguém a respeito dele.
Neste sentido sou como o Rei Girador da Roda que deu muitos tesouros aos seus soldados, mas que escondeu a mais valiosa gema.
Eu, como o rei, tenho lutado e vencido muitos demônios.
Muitos dos meus discípulos também lutam contra eles.
Dei-lhes muitos tesouros da Lei e trouxe-os mais próximos da iluminação, mas não lhes ensinei o Sutra de Lótus que é a quintessência de toda Lei budista.
"Não disse anteriormente aos meus seguidores sobre o Sutra de Lótus porque ele poderiam não ter compreendido.
Num mundo que está dominado pela mal e pela ignorância, as pessoas não  têm a capacidade de compreender essa doutrina profunda.
Assim foi necessário empreender a guerra e destruir o mal.
Assim fazendo, foi possível ensinar gradualmente as pessoas, cada vez mais a respeito do verdadeiro estado de vida.
Uma vez que as suas visões errôneas da realidade e a sua ignorância sejam revertidas, eles se tornarão mais receptivos e menos céticos daquilo que agora desejo lhes ensinar.
"Um dia o Rei Girador da Roda. viu um soldado de extraordinário mérito e deu-lhe aquela preciosa gema. Sou como esse rei.
0 Sutra de Lótus é o mais excelente e profundo de todos os ensinos pregados pelos Budas.
Estou, portanto, expondo-o finalmente tal contou o rei que, somente no final, deu a brilhante gema a aquele que foi o seu mais digno seguidor.



" Manjusri! 0 Sutra de Lótus é o depósito do secreto saber do Buda.
Está acima de todos os outros sutras e ensinos.
Eu, portanto, conservei-o secreto e abstive-me de revelá-lo por um longo tempo.
Agora estou pronto para o expor a toda a humanidade pela primeira vez! "
Esta história é uma das sete parábolas ensinadas no Sutra de Lótus, que aparece no décimo-quarto capitulo, ‘"Anrakugyohon". Ela mostra o principio de "kaigon kenjitsu" – Substituir os ensinos provisórios com o verdadeiro, que é, naturalmente, o Sutra de Lótus.
Revista Terceira Civilização nº 218

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Jóia da Lotus





Entre os estudiosos modernos budistas, Kwan Yin é considerada a forma feminina de Avalokitesvara (sânscrito), o bodhisattva masculino da compaixão do Budismo indiano, cuja adoração foi introduzida na China no terceiro século. 
O monge budista e tradutor Kumarajiva foi o primeiro a se referir à forma feminina de Kwan Yin em sua tradução chinesa do Sutra de Lótus, em 406 dC .
Como o nome Kwan Yin aparece trinta e três vezes na tradução de Kumarajiva, chineses e budistas japoneses têm vindo a associar o número 33 com a sua identidade radiante.
Apesar da controvérsia em curso sobre as verdadeiras origens históricas de Kwan Yin como uma divindade feminina, a representação de um bodhisattva budista, ora como deus 'e' deusa, não é inconsistente com a doutrina budista, no entanto, a lendária santA budista Miao Shan, uma princesa chinesa que viveu cerca de 700 aC, reforça a imagem da bodhisattva como sendo a de uma mulher.
O vaso precioso que Kwan Yin freqüentemente detém em suas representações simboliza o néctar sagrado de compaixão e sabedoria.
Ela também é freqüentemente retratada como uma mulher esbelta em um esvoaçante manto branco que carrega na mão esquerda um lótus branco, um símbolo permanente da pureza de coração e espírito.
O papel de Kwan Yin no  Budismo chinês  é a de uma Madonna sábia e compassiva. 
Sua personificação da graça, beleza e compaixão ainda representa o ideal de feminilidade na Ásia. 
Havia uma estátua de Kwan Yin em cada monastério budista da China até o final do século IX. 
Esta altamente evoluída deusa budista da misericórdia infinita de chineses, esta preciosa jóia no lótus, transcendeu suas próprias origens e é considerado como o Buda feminino fiel em todo o mundo.
 Acredita-se que um terço da população mundial reza para ela em uma base regular.
Avalokitesvara - Tara (Tibet), Miao Shan - Guan Yin - Kuan Yin - Kwan Yin - Quan Yin (China); Kwannon (Japão). 

fonte desconhecida, tradução livre do chines por Silvia Montone

domingo, 19 de agosto de 2012

Emanação do Buda da Compaixão Avalokitesvara




O culto popular de Kuan Yin como uma deusa é geralmente visto como sendo diretamente refletido a natureza de Avalokitesvara. 
Budista acreditam que Bodhisattvas  no estado cânone podem assumir qualquer gênero ou formato necessária para libertar os seres da ignorância e do sofrimento.
Avalokitesvara declarou no Sutra de Lótus e do Sutra Surangama como tendo aparecido antes como uma Deusa para salvar os seres do sofrimento e da ignorância. 
Assim, há escolas budistas que se referem a Kuan Yin como homen e mulher
 indistintamente.
No Budismo Mahayana, o conceito de não-dualidade se aplica. 
O Sutra Vimalakirti no capítulo Deusa ilustra claramente um ser iluminado que também é uma mulher.
Em seu estado de  bodhisattva, Kuan Yin promete responder os gritos e apelos de todos os seres. 
Ela vai libertar todos os seres de suas aflições cármicas. 
O Sutra de Lótus Sutra e Shurangama descreve Kuan Yin como uma salvadora, espiritualmente e fisicamente.
 Os sutras dizem que é através da graça salvadora de Avalokitesvara que mesmo aqueles que não têm chance de atingir a Iluminação podem ser Iluminados. 
Aqueles em profundo  karma negativo ainda podem encontrar a salvação através da compaixão de Avalokitesvara.
No Budismo da Terra Pura, Kuan Yin é o “Barco da Salvação". 
Ao lado Amitabha Buda, ela liberta os seres da roda da existência cíclica trazendo-os para a Terra Pura, onde eles têm a chance de acumular o mérito necessário para se tornar um Buda.
Kuan Yin também é venerada entre as escolas não-devocionais budistas. 
Aqui, o mero ato de pensamento e sentimento de compaixão e amor é visto como Kuan Yin. 
O estado contemplativo de estar em paz consigo mesmo e com os outros é visto como Kuan Yin. 



fonte:http://chantamantra.com tradução livre : Silvia Montone /Corujinha do Vale